Banqueiro diz que Lula está longe de ser um ‘radical de esquerda’

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Publicado terça-feira, 29 de junho de 2021 as 15:38, por: CdB

“Não vejo o PT, o Lula sobretudo, com o radicalismo de esquerda. O Lula pode ter outros defeitos, mas o Lula não é um radical, não se mostrou um radical. Eu acho que pode fazer parte de uma frente democrática para enfrentar essa frente claramente antidemocrática”, afirmou o banqueiro André Lara Resende, ex-ministro de FHC.

Por Redação, com RBA – de São Paulo

Ex-presidente do BNDES, o banqueiro André Lara Resende defendeu a participação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) como o nome da frente democrática para derrotar o atual mandatário Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições do ano que vem. De acordo com o economista, não é interessante para o Brasil repetir uma polarização.

Ex-ministro do governo FHC, o banqueiro André Lara Resende desmistifica a posição política do ex-presidente Lula

— O PT e o Lula, de certa forma, não são, não demonstraram ser até o momento antidemocráticos no perigo institucional que é o bolsonarismo — afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva,  da TV Cultura, na noite passada.

Lara Resende ainda acrescentou que vê em Lula uma única via de transposição do bolsonarismo. 

— Não vejo o PT, o Lula sobretudo, com o radicalismo de esquerda. O Lula pode ter outros defeitos, mas o Lula não é um radical, não se mostrou um radical. Eu acho que pode fazer parte de uma frente democrática para enfrentar essa frente claramente antidemocrática (…). A transposição do bolsonarismo (do RJ) para o nível nacional… só pessoas muito irresponsáveis ou com um bloqueio mental completo podem não perceber quão perigoso é esse processo — acrescentou.

Lava Jato

Lara Resende ainda fez duras críticas ao momento político do país.

— Como é que este Brasil, de figuras extraordinárias (…) chegou a ter como presidente Bolsonaro e essas pessoas que estão aí? (…) O fracasso (em problemas estruturais) levou a um corpo duro de ressentimento que elege os piores, elege a barbárie — adicionou.

Ainda na tarde passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski anulou as provas produzidas contra o ex-presidente Lula pela Odebrecht em acordo de leniência com a Operação Lava Jato, impedindo seu uso pela Justiça Federal de Brasília.

A decisão do ministro Lewandowski reconhece as mensagens extraídas dos arquivos oficiais da Operação Spoofing com autorização do Supremo Tribunal Federal, o que confirma a atuação ilegal do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato. A decisão foi tomada inicialmente em relação ao inquérito relacionado à sede do Instituto Lula, no qual o ex-presidente chegou a ser considerado réu com mais três pessoas.

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