Barr: investigação não encontrou evidências de que Trump obstruiu inquérito sobre Rússia

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Publicado quinta-feira, 18 de abril de 2019 as 11:29, por: CdB

William Barr, disse que a investigação do procurador especial Robert Mueller não encontrou qualquer evidência de que o presidente dos EUA, tenha obstruído o inquérito que apura se ele ou membros de sua campanha atuaram juntos com a Rússia.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta quinta-feira que a investigação do procurador especial Robert Mueller não encontrou qualquer evidência de que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha obstruído o inquérito que apura se ele ou membros de sua campanha atuaram juntos com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento em Washington

– O vice-procurador-geral e eu concluímos que as provas levantadas pelo procurador especial não são suficientes para determinar que o presidente cometeu crime de obstrução de Justiça – disse Barr em entrevista coletiva.

Relatório Mueller

O relatório longamente aguardado do procurador especial Robert Mueller sobre o papel da Rússia na eleição de 2016 nos Estados Unidos foi divulgado nesta quinta-feira, dando ao público a primeira oportunidade de ver as conclusões de um inquérito que tem ofuscado o governo do presidente Donald Trump.

Planejada pelo secretário de Justiça, William Barr, a divulgação do relatório de quase 400 páginas ocorre depois de Mueller encerrar, no mês passado, uma investigação de 22 meses sobre os contatos da campanha de Trump com a Rússia e as dúvidas sobre uma suposta obstrução de Justiça do presidente.

É certo que a publicação, provavelmente com trechos editados por Barr para proteger informações sigilosas, desencadeará uma nova batalha política que se estenderá pelos corredores do Congresso e a campanha presidencial de 2020, já que Trump tentará a reeleição no país profundamente dividido.

A divulgação é um divisor de águas da Presidência de Trump, já que promete novos detalhes sobre algumas das grandes questões do inquérito, entre elas a amplitude e a natureza dos contatos da campanha do presidente com a Rússia e ações que Trump pode ter adotado para conter a investigação, inclusive demitir o então diretor do FBI, James Comey, em 2017.

Também pode exacerbar uma divisão partidária já grave entre os colegas republicanos de Trump, a maioria dos quais cerrou as fileiras do presidente, e seus críticos democratas, que terão que decidir a intensidade de seus ataques a Trump enquanto preparam investigações parlamentares de seu governo.

Barr fez uma coletiva de imprensa para debater o relatório ao lado do vice-secretário de Justiça, Rod Rosenstein, que nomeou Mueller como procurador especial em maio de 2017.

Cópias do relatório serão distribuídas no Capitólio mais de uma hora depois, informou uma autoridade de alto escalão do Departamento de Justiça. A demora para ter acesso ao relatório levou democratas a se queixarem de que Barr, nomeado por Trump, quer moldar a opinião pública durante a coletiva de imprensa antes de outros terem a chance de tirar suas próprias conclusões.

Na manhã desta quinta-feira, parlamentares democratas destacados pediram que Mueller deponha publicamente sobre sua investigação, criticando a maneira como Barr divulgou o relatório.

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