BC acredita que PIB irá crescer 0,9% este ano e o dobro em 2020

Arquivado em: Negócios, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 26 de setembro de 2019 as 09:57, por: CdB

No relatório trimestral o BC melhorou ligeiramente sua projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em relação à taxa de 0,8% estimada antes e previu que a expansão será de 1,8% em 2020.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

O Banco Central estimou nesta quinta-feira que a economia brasileira irá crescer 0,9% este ano e o dobro em 2020 e reiterou que segue vendo espaço para novo afrouxamento nos juros básicos neste cenário.

Em seu Relatório Trimestral de Inflação, o BC melhorou ligeiramente sua projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em relação à taxa de 0,8% estimada antes e previu que a expansão será de 1,8% em 2020.

Economistas veem elevação de 0,87% para o PIB neste ano, mas são mais otimistas quanto ao desempenho do ano que vem
Economistas veem elevação de 0,87% para o PIB neste ano, mas são mais otimistas quanto ao desempenho do ano que vem

Em comparação, economistas consultados pelo BC na mais recente pesquisa Focus veem elevação de 0,87% para o PIB neste ano, mas são mais otimistas quanto ao desempenho do ano que vem, com crescimento esperado de 2,00%.

Segundo o BC, a perspectiva para 2020, que divulgou pela primeira vez, está envolta em “elevado grau de incerteza” e está também condicionada à continuidade das reformas e ajustes na economia.

Pelo lado da oferta, o desempenho deverá ser puxado pela agropecuária, com crescimento esperado de 2,6% no ano que vem, sobre 1,8% em 2019. O BC também vê recuperação expressiva na indústria, com elevação de 2,2% em 2020, ante apenas 0,1% neste ano. Para as atividades de serviços, a expectativa é de avanço de 1,4% em 2020, contra 1,0% neste ano.

“A projeção para o setor secundário repercute expectativa de desempenho favorável de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, refletindo previsão de aumento da produção de petróleo e de continuidade da recuperação da produção de minério de ferro”, disse o BC.

Já pelo lado da demanda, o BC vê aceleração no consumo das famílias, com alta de 2,2% em 2020 sobre 1,6% neste ano, e na formação bruta de capital fixo —linha ligada aos investimentos das empresas—, que deverá subir 2,9% em 2020, ante 2,6% neste ano.

Já o consumo do governo deve ir para o campo positivo, com alta de 0,5% em 2020, ante retração de 0,3% em 2019, apontou o BC. Para as exportações e importações, a autoridade monetária vê avanço de 1,7% e 1,6% em 2020, respectivamente, contra diminuição de 0,5% e alta de 1,9% neste ano, também respectivamente.

Em relação à melhora na estimativa para a atividade econômica deste ano, o BC ponderou que o resultado melhor que o esperado para o PIB do segundo trimestre favoreceu o carregamento estatístico para 2019, contribuindo para a revisão para cima. O BC também repetiu mensagem de que vê espaço para continuidade no ciclo de redução da Selic, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter cortado a taxa de juros em 0,50 ponto percentual mais cedo neste mês, à mínima histórica de 5,50% ao ano.