BC amplia cálculo sobre contração da economia, devido ao novo coronavírus

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Publicado segunda-feira, 13 de abril de 2020 as 14:37, por: CdB

Os economistas consultados pioraram pela nona semana seguida sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, vendo agora recuo de 1,96%, contra queda de 1,18% na semana anterior. Esse resultado vem na esteira de uma contração de 1,42% esperada para a produção industrial, ante crescimento de 0,50% estimado antes.

Por Redação – de Brasília

Analistas de mercado passaram a ver contração econômica no Brasil de quase 2% neste ano com retração na atividade industrial em meio à pandemia de coronavírus, mas melhoraram a expectativa para a recuperação da atividade em 2021, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central, nesta segunda-feira. A maioria dos bancos, no entanto, já trabalha com um índice de recessão acima dos 5%.

Os números do BC apontam para uma recessão de 2% para este ano, enquanto que maioria dos bancos já trabalha com índice de 5%
Os números do BC apontam para uma recessão de 2% para este ano, enquanto que maioria dos bancos já trabalha com índice de 5%

Os economistas consultados pioraram pela nona semana seguida sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, vendo agora recuo de 1,96%, contra queda de 1,18% na semana anterior. Esse resultado vem na esteira de uma contração de 1,42% esperada para a produção industrial, ante crescimento de 0,50% estimado antes.

Entretanto, a expectativa de crescimento em 2021 aumentou em 0,2 ponto percentual, a 2,70%, com a indústria ampliando a produção em 2,95%, de 2,70% antes.

Dólar e IPCA

O levantamento semanal mostrou ainda que o cenário para a taxa básica de juros continua sendo de 3,25% ao final deste ano, mas caiu a 4,50% em 2021, de 4,75%. Atualmente, a Selic está em 3,75% e o mercado vê o corte de 0,5 ponto percentual já em maio.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a taxa ainda mais baixa este ano, a 2,75% contra 3,0% no levantamento anterior, encerrando 2021 a 4,0%. Para a inflação, a estimativa também voltou a cair, com a alta do IPCA este ano agora calculada em 2,52%, 0,2 ponto a menos que na semana anterior, e permanecendo em 3,50% para 2021.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A projeção para o dólar voltou a subir para ambos os anos, chegando a 4,60 reais em 2020 e 4,47 reais em 2021, de respectivamente 4,50 e 4,40 reais.

Recessão

A contração econômica, no entanto, não ficará restrita ao Brasil. A economia na região da América Latina e Caribe está sofrendo uma forte queda devido à crise da covid-19. O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos na região (excluindo Venezuela) deverá diminuir 4,6% em 2020, de acordo com relatório do Banco Mundial, divulgado neste domingo. Para 2021, é esperado um retorno ao crescimento de 2,6%.

Para o Brasil, a previsão de queda do PIB este ano é 5%. Em 2021, a expectativa é de expansão de 1,5%, e em 2022, crescimento de 2,3%. O Banco Mundial lembra que diversos choques afetaram a taxa de crescimento econômico da região no ano passado, começando com as convulsões sociais, seguidas pelo colapso dos preços internacionais do petróleo e, agora, a crise da covid-19.

“A pandemia de Coronavírus está contribuído para um grande choque do lado da oferta. A demanda da China e dos países do G7 deverá cair drasticamente, afetando os exportadores de commodities da América do Sul e os exportadores de serviços e bens manufaturados da América Central e Caribe. O colapso do turismo terá impacto severo em alguns países do Caribe”, diz o Banco Mundial. O organismo internacional destaca ainda que muitos países da América Latina e Caribe estão enfrentando a crise com um espaço fiscal limitado.

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