BC libera crédito para empréstimos aos bancos mais endividados

Arquivado em: Comércio, Indústria, Negócios, Serviços, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 2 de abril de 2020 as 14:14, por: CdB

Segundo o BC, a Linha Temporária Especial de Liquidez (LTEL) tem o objetivo de oferecer a liquidez (recursos disponíveis) “necessária para que o Sistema Financeiro Nacional possa se manter estável frente ao aumento da demanda observada no mercado de crédito.

Por Redação, com ACSs – de Brasília

Instituições financeiras poderão pegar empréstimos com o Banco Central. A previsão é de liberação de R$ 650 bilhões na economia. Na noite passada, em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o Banco Central (BC) a conceder empréstimos aos bancos tendo como garantia as carteiras de crédito dessas instituições. As operações terão prazo de, no mínimo, 30 dias e, no máximo, 359 dias corridos.

Economistas veem elevação de 0,87% para o PIB neste ano, mas são mais otimistas quanto ao desempenho do ano que vem
Economistas veem queda no PIB deste ano, mas não tem como conter o aumento da dívida pública

Segundo o BC, a Linha Temporária Especial de Liquidez (LTEL) tem o objetivo de oferecer a liquidez (recursos disponíveis) “necessária para que o Sistema Financeiro Nacional possa se manter estável frente ao aumento da demanda observada no mercado de crédito, fruto dos reflexos da propagação da covid-19”.

Crédito

O BC informou, em nota divulgada nesta quinta-feira, que a adoção dessas linhas especiais de liquidez pelos principais bancos centrais no mundo tem sido instrumento “amplamente utilizado” como uma das respostas à crise.

“A fim de conferir maior segurança à operação, os créditos serão dados em garantia no âmbito de registradora de ativos financeiros e transferidos ao BC mediante a emissão de uma Letra Financeira Garantida (LFG), depositada em depositário central”, diz o BC.

De acordo com o BC, serão aceitos créditos com níveis baixo de risco, avaliados como AA, A e B, mediante exigência de garantia em valor superior ao do empréstimo, de forma proporcional ao risco das operações de crédito ofertadas em garantia. O BC informou que estabelecerá os critérios e as condições operacionais.

BC dos EUA

Na reunião extraordinária, o CMN também autorizou o BC a firmar contrato de swap (troca, em inglês) com o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

No último dia 19, o BC e o Fed anunciaram o estabelecimento de uma linha de swap de liquidez em dólares norte-americanos no montante de US$ 60 bilhões, ampliando a oferta potencial da moeda no mercado doméstico. O acordo de swap entre o BC e o Fed permanecerá em vigor por pelo menos seis meses.

“A linha de liquidez soma-se ao conjunto de instrumentos disponíveis do BC para lidar com a alta volatilidade dos mercados em decorrência da pandemia da covid-19”, resumiu o BC.