BC piora previsão para déficit em conta corrente a US$36,3 bi em 2019

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Publicado quinta-feira, 26 de setembro de 2019 as 10:05, por: CdB

Em relação às trocas comerciais, o BC enxerga um superávit de US$ 43,0 bilhões da balança comercial

Por Redação, com Reuters – de Brasília

O Banco Central piorou nesta quinta-feira sua projeção para o déficit em transações correntes neste ano a US$ 36,3 bilhões, contra saldo negativo de US$ 19,3 bilhões antes, segundo dados disponíveis em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Para 2020, a expectativa da autoridade monetária é de déficit em transações correntes de US$ 38,9 bi
Para 2020, a expectativa da autoridade monetária é de déficit em transações correntes de US$ 38,9 bi

O ajuste vem com forte revisão para cima na expectativa de remessas de lucros e dividendos. Agora a perspectiva é que essas remessas somem US$ 26,5 bilhões, contra US$ 17,5 bilhões na estimativa anterior, do relatório publicado em junho.

Em relação às trocas comerciais, o BC enxerga um superávit de US$ 43,0 bilhões da balança comercial, abaixo da estimativa anterior de US$ 46 bilhões. O BC estimou ainda um Investimento Direto no País (IDP) de US$ 75 bilhões em 2019, numa queda frente aos US$ 90 bilhões do prognóstico anterior.

Rombo em 2020

Para 2020, a expectativa da autoridade monetária é de déficit em transações correntes de US$ 38,9 bilhões, um pouco superior ao estimado para este ano.

No ano que vem, o BC espera que a balança comercial fique superavitária em 41 bilhões de dólares e que as remessas de lucros e dividendos alcancem US$ 29,5 bilhões. O IDP, por sua vez, foi projetado pelo BC em US$ 80 bilhões para 2020.

Cai estimativa para aumento do crédito em 2019

O Banco Central vê um crescimento do crédito de 5,7% em 2019, mais baixo que a perspectiva anterior de 6,5%, conforme dados do seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI), no qual indicou que a alta em 2020 deverá ser de 8,1%.

Pelos cálculos do BC, o estoque de crédito às famílias deverá subir 11% neste ano, sobre 9,7% antes. Para as empresas, a estimativa foi piorada a uma retração de 0,9%, sobre aumento de 2,5% na leitura anterior, feita no relatório de junho.

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