Beltrame nega ter recebido propina de esquema de corrupção

Arquivado em: Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado domingo, 29 de abril de 2018 as 16:00, por: CdB

Segundo a reportagem, Miranda disse que Beltrame recebeu, de 2007 a 2014, R$ 30 mil por mês do esquema de corrupção, que envolveria também o ex-governador Sérgio Cabral

Por Redação, com ABr –  do Rio de Janeiro:

O ex-secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame negou, por meio de nota, ter recebido propina de um esquema de corrupção enquanto estava à frente da pasta. A acusação foi feita por Carlos Miranda, considerado o operador financeiro do esquema que envolve o ex-governador Sérgio Cabral, em delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo reportagem publicada neste domingo pelo jornal O Globo.

O ex-secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame

Segundo a reportagem, Miranda disse que Beltrame recebeu, de 2007 a 2014, R$ 30 mil por mês do esquema de corrupção, que envolveria também o ex-governador Sérgio Cabral.

Em nota, Beltrame disse que a denúncia é uma história “fabricada por alguém que está coagido e; sabe-se lá porque, usando meu nome para jogar fumaça sobre os próprios dramas”. Beltrame diz ainda que ele mal conhece o delator e; que Carlos Miranda corre o risco de passar os próximos 20 anos na cadeia.

Segurança

O ex-secretário de Segurança afirmou também que já foi caluniado outras vezes pelo fato de ter sido inquilino de um assessor de Cabral, Paulo Roberto; que, de acordo com Miranda, seria o intermediário de Beltrame para receber a propina.

– Oportunistas de plantão (…) usaram e abusaram dessa história do imóvel, tentando fazer de meu inquilinato uma prova contra minha honestidade. Fui caluniado algumas vezes. Com os recibos de aluguéis e minhas declarações de Imposto de Renda; venci todas as ações no Judiciário, com direito a indenizações reparatórias.

Beltrame, que foi o mais longevo secretário de Segurança do Estado; e responsável pela implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs); encerra a nota dizendo que a acusação;  “além de fantasiosa, não tem pernas. São as únicas metáforas que encontrei para substituir o já tão desgastado ‘absurdo’”.

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