Benjamin Netanyahu se mantém na liderança do seu partido

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Publicado sexta-feira, 27 de dezembro de 2019 as 10:25, por: CdB

Premiê israelense obteve vitória expressiva para continuar a presidir o Likud e liderar a legenda nas eleições de março, apesar de acusações de corrupção e fracasso em formar coalizão de governo.

Por Redação, com DW – de Jerusalém

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revalidou nesta sexta-feira a liderança de seu partido, o conservador-nacionalista Likud, com 72% dos votos, em comparação com seu adversário Guideon Saar, que não ultrapassou os 30%.

Netanyahu é o chefe de governo há mais tempo no poder na história de Israel
Netanyahu é o chefe de governo há mais tempo no poder na história de Israel

Netanyahu proclamou sua vitória antes da contagem final, na qual mais de 41.792 eleitores optaram por sua candidatura, apesar de ele enfrentar uma denúncia por propina e fraude, contra 15.885 votos para Saar, o que leva automaticamente a liderar a lista eleitoral do Likud nas próximas eleições, programadas para o dia 2 de março de 2020.

– Com a ajuda de Deus e de vocês, levarei o Likud a uma grande vitória nas próximas eleições e continuarei a conduzir o Estado de Israel a realizações sem precedentes – disse Netanyahu, durante a apuração, uma hora após o encerramento das urnas. Pouco tempo depois, Saar aceitou a derrota e anunciou que apoiará Netanyahu nas eleições de março.

O deputado Saar foi ministro da Educação e dos Assuntos Internos em governos de Netanyahu: Ele tinha poucas chances de vencer as primárias, que acabaram sendo encaradas como uma espécie de referendo da popularidade de Netanyahu.

Fraude

Após a vitória, Nentayahu pareceu aparentemente emocionado, depois de não ter sido capaz de formar um governo após as eleições de abril e setembro, além de ter sido acusado de suborno, fraude e abuso de confiança.

Embora sua situação legal não garanta que ele também possa revalidar sua posição como primeiro-ministro, uma vez que não está claro se um réu pode receber o mandato de formar um governo, uma dúvida sobre a qual o Supremo Tribunal e o procurador-geral da República decidirão na próxima semana.

No dia 12 de dezembro, os advogados de Netanyahu anunciaram que o primeiro-ministro iria deixar as pastas que acumulava no Executivo, Saúde, Agricultura e Diáspora, mas que se manteria como chefe do governo. O anúncio aconteceu um dia depois dos deputados israelenses terem aprovado a dissolução do Parlamento e convocado novas eleições legislativas para 2 de março, as terceiras no período de um ano.

Netanyahu e outros líderes partidários têm encontrado dificuldades para formar uma coalizão de governo diante da fragmentacao do Parlamento do país.

Netanyahu lídera do Likud desde 1993, com exceção de um intervalo de seis anos quando o partido foi comandado pelo falecido Ariel Sharon, e é o chefe de governo com mais tempo no poder na história de Israel.