Berlim – Competição internacional sem filmes latinoamericanos

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Publicado quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019 as 12:00, por: CdB
Começa nesta quinta-feira,  o 69. Festival Internacional de Cinema de Berlim, Berlinale, com uma grande variedade de países participantes, porém com uma particularidade rara – não há nenhum filme latinoamericano na competição e nenhum filme lusófono, ou seja, tanto o Brasil como Portugal ficaram de fora.
Por Rui Martins, em Berlim, convidado pelo Festival Internacional de  Cinema:
Uma coprodução européia abre hoje a Berlinale, The Kindness of Strangers

O filme de abertura do Festival é The Kindness of Strangers, um filme romântico sentimental otimista, coprodução européia dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig.

A ausência latinoamericana não é total. Estará no Júri da Competição Internacional o cineasta chileno Sebastian Lelio, recompensado, em 2013, com o Urso de Ouro da Berlinale pelo filme Glória e Melhor Cenário, há dois anos, pelo filme Uma Mulher Fantástica, premiado também com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, no ano passado.O Júri da Competição Internacional será presidido pela consagrada atriz francesa Juliette Binoche, já premiada como Melhor Atriz, na Berlinale, no Filme O Paciente, de Anthony Minghella, além de numerosos premios em outros festivais. Haverá um Urso oferecido à atriz Charlotte Rampling pelo sucesso de seus filmes.

Um filme brasileiro será exibido na mostra principal, porém fora da competição aos Ursos de Ouro e de Prata. Trata-se de Marighela, do ator estreando como realizador Wagner Moura, contando os últimos cinco anos de vida do resistente à ditadura militar brasileira Carlos Marighela. Criador da Ação Libertadora Nacional, ALN, depois de romper com o PCB, Marighela foi assassinado em 4 de novembro de 1969, numa cilada na Alameda Casa Branca, perto da avenida Paulista, montada pelo delegado chefe do DOPS, Sérgio Paranhos Fleury. Marighela será vivido pelo cantor, compositor Seu Jorge. A programação do filme Marighela é uma provocação ao presidente brasileiro de extrema direita.

A cineasta brasileira Maria Augusta Ramos, cujo filme O Processo, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, foi premiado no Festival Visions du Réel, na Suíça, faz parte do Júri que escolherá o Melhor Documentário da Berlinale.

Quase ao final do Festival Internacional de Cinema de Berlim, a cineasta francesa Agnès Varda mostrará seu documentário Varda por Agnès, contando toda sua vida de realizadora de 1954 até agora.

Haverá um novo filme com Catherine Deneuve, dirigido por André Téchiné, Adieu à la Nuit.  O realizador francês François Ozon exibirá amanhã, na competição internacional, o filme Grâce à Dieu, sobre actos de pedofilia envolvendo um padre católico em Lyon, protegido pelo bispo da cidade. Filme actual, pois quase coincide com a decisão do julgamento do bispo Philippe Barbarin de Lyon, marcada para o dia 7 de março.

FILMES BRASILEIROS

Os filmes brasileiros, nas diversas mostras da Berlinale, são os seguintes:

CURTA METRAGEM (competição)
Rise,
por Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, (Brazil, Canada, USA, 20’)

FÓRUM EM EXPANSÃO
O Ensaio, por Tamar Guimarães (Brazil / Denmark, 53′)

FÓRUM
Chão, Camila Freitas, Brazil

Querência, por Helvécio Marins Jr. (Brazil / Germany)

A rosa azul de Novalis
por Gustavo Vinagre, Rodrigo Carneiro, Brazil

PANORAMA
La Arrancada (France / Cuba / Brazil)
por Aldemar Matias

Divino Amor
(Brazil / Uruguay / Chile / Denmark / Norway / Sweden)
por Gabriel Mascaro

Estou Me Guardando Para Quando O Carnaval Chegar
por Marcelo Gomes (Brazil – Panorama Dokumente)

Greta
por Armando Praça
Brazil

GERAÇÃO
Espero tua (re)volta
Brazil
por Eliza Capai
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Rui Martins, de Berlim, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

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