Berlim tem protestos contra planos de Merkel para conter covid-19

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Publicado quarta-feira, 18 de novembro de 2020 as 11:57, por: CdB

Milhares de pessoas batendo panelas e soprando apitos se reuniram no Centro de Berlim, nesta quarta-feira, para protestar contra os planos da chanceler Angela Merkel de atribuir a seu governo poderes para impor restrições destinadas a conter a disseminação do coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de Berlim

Milhares de pessoas batendo panelas e soprando apitos se reuniram no Centro de Berlim, nesta quarta-feira, para protestar contra os planos da chanceler Angela Merkel de atribuir a seu governo poderes para impor restrições destinadas a conter a disseminação do coronavírus.

Manifestantes protestam contra planos de chanceler alemã, Angela Merkel, para combater o coronavírus
Manifestantes protestam contra planos de chanceler alemã, Angela Merkel, para combater o coronavírus

As Câmaras baixa e alta do Parlamento da Alemanha devem aprovar nesta quarta-feira leis que podem permitir ao governo impor restrições ao contato social e normas sobre uso de máscaras, consumo de álcool em público, fechamento de lojas e interrupção de eventos esportivos.

Embora a maioria dos alemães aceite o mais recente lockdown para enfrentar uma segunda onda do coronavírus, críticos dizem que a lei dá ao governo muito poder e põe em risco os direitos civis dos cidadãos sem a aprovação do Parlamento.

Os manifestantes não usavam máscaras

Os manifestantes não usavam máscaras nem se distanciavam socialmente. Policiais com capacetes fizeram fila para impedir que os manifestantes se aproximassem demais do prédio do Parlamento.

A polícia está desesperada para evitar a repetição de um incidente de agosto, quando, durante marchas em massa contra as medidas para conter o coronavírus, manifestantes invadiram as escadas do Parlamento alemão, alguns deles agitando a bandeira de extrema direita do Reichsflagge.

A Alemanha, maior economia da Europa, foi amplamente elogiada por manter as taxas de infecção e mortalidade abaixo das de muitos de seus vizinhos na primeira fase da crise, mas agora está no meio de uma segunda onda, como grande parte da Europa.

O número de casos de coronavírus aumentou em 17.561, subindo para 833.307, mostraram dados do Instituto Robert Koch nesta quarta-feira. O número de mortos é de 13.119.