Biden não obtém ganho de aprovação após convenção democrata

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Publicado quarta-feira, 26 de agosto de 2020 as 11:07, por: CdB

O candidato presidencial democrata norte-americano, Joe Biden, não obteve um aumento de aprovação após a convenção democrata da semana passada, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira, o que aponta para o endurecimento das opiniões políticas no país.

Por Redação, com Reuters – de Nova York

O candidato presidencial democrata norte-americano, Joe Biden, não obteve um aumento de aprovação após a convenção democrata da semana passada, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira, o que aponta para o endurecimento das opiniões políticas no país.

Candidato democrata à Presidência dos EUA, Joe Biden
Candidato democrata à Presidência dos EUA, Joe Biden

Biden manteve sua liderança sobre o presidente Donald Trump, um republicano, na sondagem nacional realizada entre 19 e 25 de agosto: 47% dos eleitores registrados apoiam o democrata e 40% preferem o atual líder, uma porcentagem semelhante à que Biden tinha antes da convenção virtual e de menor escala realizada pelo partido por causa da pandemia de coronavírus.

Trata-se de uma mudança em relação a ciclos eleitorais passados. A indicada democrata anterior, Hillary Clinton, teve um avanço de 4 pontos percentuais sobre Trump após a convenção partidária de 2016, e o apoio a Trump também cresceu 4 pontos após a reunião de seu partido naquele ano.

Os republicanos estão realizando sua convenção, uma mistura de eventos virtuais e presenciais, nesta semana.

Causa do temor do coronavírus

Existem várias razões prováveis para Biden não ter visto um aumento de apoio semelhante. As convenções de indicação foram agendadas mais tarde no ano eleitoral e os membros da sigla se congregaram principalmente pela internet por causa do temor do coronavírus.

Também parece haver menos eleitores indecisos do que em 2020. Cerca de 14% dos eleitores registrados não apoiavam nenhum dos candidatos dos grandes partidos na pesquisa mais recente, menos do que os cerca de 22% de quatro anos atrás.

O levantamento também revelou que, enquanto Biden cresceu no último mês entre os afro-norte-americanos, Trump diminuiu a vantagem do rival nos subúrbios, à medida que vem pintando Biden como uma ameaça ao “sonho do estilo de vida” dos subúrbios dos EUA.

A dianteira de Biden sobre Trump entre os afro-norte-americanos cresceu 6 pontos percentuais entre julho e agosto depois que ele escolheu Kamala Harris como sua colega de chapa, o que a tornou a primeira mulher negra indicada por um grande partido à vice-presidência. Cerca de 71% dos afro-norte-americanos entrevistados disseram apoiar Biden para presidente, e só 9% votariam em Trump.

A vantagem de Biden

Mas a vantagem de Biden diminuiu 4 pontos entre os moradores dos subúrbios: cerca de 44% disseram que o apoiam e 36% disseram que votarão em Trump.

A pesquisa Reuters/Ipsos entrevistou 4.320 norte-americanos adultos, sendo 3.829 eleitores registrados, 2.230 que dizem morar nos subúrbios e 488 que se identificam como afro-norte-americanos, e seu intervalo de credibilidade, uma medida de precisão, oscila entre 2 e 5 pontos percentuais.

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