Bispos italianos repreendem governo por excluir missa de suavização do isolamento

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Publicado segunda-feira, 27 de abril de 2020 as 11:24, por: CdB

A Igreja Católica da Itália repreendeu o governo por não permitir que os fiéis voltem às missas no início de um final gradual do isolamento mais longo do coronavírus na Europa.

Por Redação, com Reuters – da Cidade do Vaticano

A Igreja Católica da Itália repreendeu o governo por não permitir que os fiéis voltem às missas no início de um final gradual do isolamento mais longo do coronavírus na Europa.

Padre celebra missa para igreja vazia enquanto a transmite pela Internet em San Giorgio Ionico, na Itália
Padre celebra missa para igreja vazia enquanto a transmite pela Internet em San Giorgio Ionico, na Itália

Um cronograma informado no domingo pelo primeiro-ministro, Giuseppe Conte, disse que os funerais podem recomeçar em 4 de maio, mas que devem ser limitados a 15 pessoas e realizados ao ar livre, se possível.

O cronograma de 4 de maio a 1º de junho não mencionou missas.

Liberdade religiosa

Em um comunicado em um tom duro divulgado na noite de domingo, os bispos italianos disseram que “não podem aceitar ver o exercício da liberdade religiosa ser comprometido” e acusaram o governo de “arbitrariedade” por excluir as missas.

O comunicado deixou implícito que os bispos se sentiram traídos, dizendo que eles sugeriram ao governo medidas para retomar as missas ao mesmo tempo em que respeitam normas de segurança.

A taxa de mortalidade da Itália continua sendo a maior do continente, quase 26 mil entre quase 200 mil casos confirmados, mas o número de casos novos vem desacelerando e o número de pacientes em tratamento intensivo está recuando continuamente.

Os bispos disseram que o governo tem o dever “de distinguir entre sua responsabilidade de fornecer regulamentos de saúde precisos e aquela da Igreja, que é chamada a organizar a vida comunitária cristã a respeito das normas (de saúde), mas como autonomia plena”.

Em reação, o governo reconheceu a queixa dos bispos e disse que estudará como deixar os fiéis participarem seguramente de funções litúrgicas “o mais cedo possível”.

A maioria das igrejas do país permaneceu aberta durante a crise, mas somente para orações individuais.

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