Boa Vista SCPC apura invasão por hackers em banco de dados

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Publicado terça-feira, 4 de setembro de 2018 as 11:46, por: CdB

A empresa não confirmou o ataque, mas três especialistas em segurança da informação ouvidos pelo jornal reconheceram a invasão

Por Redação, com Reuters – de São Paulo/Trípoli

A Boa Vista SCPC, empresa que detém mais de 350 milhões de dados pessoais de brasileiros, investiga uma suposta invasão hacker em seu banco de dados que teria ocorrido no domingo, noticiou o jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira.

A Boa Vista SCPC, empresa que detém mais de 350 milhões de dados pessoais de brasileiros

O coletivo hacker Fatal Error publicou em um site que obteve acesso a dados da empresa, que oferece aos clientes serviços de análise de crédito e é uma precursora do cadastro positivo, disse o jornal.

A empresa não confirmou o ataque, mas três especialistas em segurança da informação ouvidos pelo jornal reconheceram a invasão, parte pela reputação das pessoas envolvidas e pelos arquivos vazados na internet.

De acordo com o jornal, no site que anunciou a intrusão digital, o coletivo indaga o direito da Boa Vista SCPC de “possuir dados pessoais de todos os brasileiros, mesmo que eles não possuam dívidas”.

– Não postamos nenhuma informação, de nenhum brasileiro, pois prezamos pela privacidade dos mesmos. Porém, sugiro mudarem todas as senhas logo – disse o site segundo o jornal.

À agência inglesa de notícias Reuters não verificou a reportagem e não atesta a sua precisão.

Facebook é bloqueado em cidades da Líbia

O Facebook foi bloqueado na capital líbia de Trípoli e em outras cidades, disseram moradores na segunda-feira, enquanto as lutas entre grupos rivais se alastravam.

A rede social é a principal plataforma de notícias na Líbia com funcionários, ministérios e grupos armados que efetivamente controlam o país publicando declarações lá.

O bloqueio começou ao meio-dia, escreveram usuários furiosos no Twitter. Vários moradores da Líbia confirmaram que não tinham acesso ao Facebook.

Trípoli foi abalada por mais de uma semana de confrontos entre grupos rivais, o mais recente episódio de caos no país do norte da África desde a queda de Muammar Gaddafi, em 2011.

Não houve resposta clara dos funcionários sobre quem estava por trás do bloqueio. Os sites que não são do Facebook podem ser acessados, disseram os moradores.

A empresa líbia LPTIC, doma das duas empresas estatais de telecomunicações, disse em comunicado que a falta de segurança levou a interrupções. Os engenheiros de manutenção não conseguiram chegar a algumas estações que haviam parado de funcionar devido à falta de energia.

O acesso à Internet é controlado por empresas estatais e monitorado por órgãos de segurança efetivamente controlados por grupos armados que trabalham com o impotente governo apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Trípoli.

Jornais não desempenham nenhum papel na Líbia e a mídia nacional independente baseada dentro do país dificilmente existe, com jornalistas enfrentando ameaças de grupos armados ou funcionários descontentes com a cobertura crítica.

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