Bolsonaro aceitará ajuda milionária à Amazônia se Macron retirar “insultos”

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Publicado terça-feira, 27 de agosto de 2019 as 11:19, por: CdB

Bolsonaro e Macron têm trocado farpas publicamente nos últimos dias por causa do aumento das queimadas na Amazônia, e o presidente francês chegou a falar da possibilidade de um status internacional para a floresta.

Por Redação, com Reuters e Agências de Notícias – de Brasília:

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que pode conversar sobre a possibilidade de aceitar uma ajuda de ao menos 20 milhões de euros do G7 para combater queimadas na Amazônia, desde que o presidente francês, Emmanuel Macron, retire “insultos” que fez a ele.

Jair Bolsonaro e Marcon têm trocado farpas publicamente nos últimos dias por causa do aumento das queimadas na Amazônia
Jair Bolsonaro e Marcon têm trocado farpas publicamente nos últimos dias por causa do aumento das queimadas na Amazônia

Em entrevista a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro negou que o governo tenha decidido recusar a ajuda anunciada por Macron após reunião do G7, como afirmou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na segunda-feira.

– Eu falei isso? Eu falei? O presidente Bolsonaro falou? – indagou o presidente, quando questionado pelos repórteres.

– Primeiramente, o seu Macron tem que retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro ele me chamou de mentiroso. Depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia. Então, realmente, para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras, daí a gente pode conversar – acrescentou.

Bolsonaro e Macron têm trocado farpas publicamente nos últimos dias por causa do aumento das queimadas na Amazônia, e o presidente francês chegou a falar da possibilidade de um status internacional para a floresta.

O líder francês disse que Bolsonaro mentiu durante encontro que teve com ele no G20 e afirmou esperar que os brasileiros tenham rapidamente um presidente que se comporte à altura do cargo.

A um portal de notícias do Rio de Janeiro, Lorenzoni disse que “talvez esses recursos sejam mais relevantes para reflorestar a Europa”. De acordo com o site, o ministro da Casa Civil

– Agradecemos, mas talvez esses recursos sejam mais relevantes para reflorestar a Europa. O Macron não consegue sequer evitar um previsível incêndio numa igreja que é patrimônio da humanidade e quer ensinar o quê para nosso país? – afirmou ao portal.

– O Brasil é uma nação democrática, livre e nunca teve práticas colonialistas e imperialistas como talvez seja o objetivo do francês Macron – completou.

Insultos de Bolsonaro

Na segunda-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, revidou declarações feitas pelo mandatário brasileiro a respeito da primeira-dama francesa, Brigitte Macron. Em sua página no Facebook, Jair Bolsonaro zombou de Brigitte ao chamá-la de dragão.

Questionado sobre o incidente em uma entrevista coletiva em Biarritz, onde os líderes do G7 estão reunidos para uma cúpula, Macron disse que os comentários são “extremamente desrespeitosos” para com sua esposa.

– As mulheres brasileiras provavelmente estão com vergonha de seu presidente.

Não é a primeira vez que Bolsonaro é acusado de fazer comentários sexistas ou machistas. Antes de assumir a Presidência, ele chegou a comentar que havia tido quatro filhos homens e, na quinta vez, deu “uma fraquejada” e teve uma filha mulher.

Apoio de Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta terça-feira “apoio total” ao presidente Jair Bolsonaro, que se envolveu em uma ríspida troca de declarações com o presidente francês, Emmanuel Macron, e sugeriu que poderia rejeitar um auxílio de 20 milhões de dólares do G7 para combater incêndios florestais na Floresta Amazônica.

“Ele está trabalhando muito nos incêndios na Amazônia e, em todos os aspectos, está fazendo um ótimo trabalho para o povo do Brasil – não é fácil. Ele e seu país têm o apoio total e completo dos EUA!”, escreveu Trump em uma publicação no Twitter.

Atualização às 14h15

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