Bolsonaro desiste de Ramagem e vai buscar outro nome para a PF

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Publicado quarta-feira, 29 de abril de 2020 as 14:31, por: CdB

A solenidade estava prevista na agenda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para as 15h e incluiria também a posse de Alexandre Ramagem. Durante a manhã, no entanto, Moraes concedeu provimento ao mandado de segurança contra a nomeação do atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência, que volta ao cargo, por decisão do presidente.

Por Redação – de Brasília

Atordoado com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) suspender a posse do delegado Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal (PF), o cerimonial do Palácio do Planalto manteve para a tarde desta quarta-feira a posse de André Luiz Mendonça como ministro da Justiça e de José Levi como novo Advogado-Geral da União (AGU).

O delegado Ramagem volta à direção da Abin, após derrota de Bolsonaro no STF
O delegado Ramagem volta à direção da Abin, após derrota de Bolsonaro no STF

A solenidade estava prevista na agenda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para as 15h e incluiria também a posse de Alexandre Ramagem. Durante a manhã, no entanto, Moraes concedeu provimento ao mandado de segurança contra a nomeação do atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência, que volta ao cargo, por decisão do presidente.

Moraes atendeu a um pedido do PDT, que entrou com um mandado de segurança no STF alegando “abuso de poder por desvio de finalidade” com a nomeação do delegado para a PF.

Preterido

A nomeação de Ramagem, amigo do clã Bolsonaro levou a uma batalha judicial para barrá-la, tendo em vista os interesses da família e de aliados do presidente em investigações da Polícia Federal. Um inquérito, no STF, com participação de equipes da PF, apresentou indícios de envolvimento de Carlos, o filho ’02’ de Bolsonaro, em um esquema de disseminação de fake news.

A AGU informou que já foi notificada da decisão de Moraes, mas, até o início da tarde, ainda estudava como iria reagir. No Palácio do Planalto, voltou a circular o nome de Anderson Torres, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, que já vinha sendo cotado para o cargo, mas acabou preterido.

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