Bolsonaro erra nas contas e se confunde com o PIB

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Publicado quinta-feira, 22 de julho de 2021 as 15:00, por: CdB

Para o chefe do governo federal, a queda de 4,1% do PIB em 2020, maior tombo desde o início da série histórica atual do IBGE, somada à alta de 5% neste ano, com base em expectativas do mercado financeiro, resultaria em um “milagre” de 9% de crescimento nos dois anos.

Por Redação – de Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) errou nas contas e apresentou uma conta matemática absurda nesta quinta-feira, na tentativa de embasar sua afirmação de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teria um saldo positivo de crescimento de 9% entre 2020 e 2021.

Jair Bolsonaro não sabe fazer conta de somar e subtrair, nos cálculos do PIB para este ano

Para o chefe do governo federal, a queda de 4,1% do PIB em 2020, maior tombo desde o início da série histórica atual do IBGE, somada à alta de 5% neste ano, com base em expectativas do mercado financeiro, resultaria em um “milagre” de 9% de crescimento nos dois anos.

— Alguns projetam um crescimento de 5% positivo esse ano… Se 5% é positivo e o ano passado foi 4% negativo, crescemos 9%. É um milagre. É uma coisa inacreditável — disse ele à Rádio Jovem Pan Itapetininga.

PIB em queda

Uma vez confirmada a expectativa do mercado de 5%, o crescimento real do PIB dos últimos dois anos será de menos de 1%, inferior ao resultado obtido nos dois anos do governo do ex-presidente Michel Temer.

Comparando os dados do PIB de 2020 e 2021, a economia cresceria 0,7%, caso o crescimento deste ano se confirme em 5%. Já se for considerado o primeiro ano de governo (2019) com o PIB de 2020 e a previsão de 5% deste ano, o crescimento seria de 0,8%.

No ano passado, o resultado de queda de 4,1% foi o maior tombo desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996. Considerando a série histórica anterior, iniciada em 1948, o tombo de 4,1% em 2020 foi o maior em 30 anos e o terceiro pior resultado anual da história econômica do Brasil. As maiores retrações já registradas ocorreram em 1981 e 1990, quando houve queda de 4,3% do PIB em ambos os anos.

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