Bolsonaro estimula onda de violência no país, denuncia Fernando Haddad

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Publicado sexta-feira, 26 de outubro de 2018 as 17:00, por: CdB

Segundo Haddad, parte da onda de violência que se avoluma sobre o país seria a razão porque “os pequenos homens, com problemas psicológicos são tratados respeitosamente, mas não chegam ao poder, porque são perigosos no poder.

 

Por Redação, com Reuters – de João Pessoa

 

O presidenciável do PT, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira que o seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), estimula pessoas violentas a saírem do armário.

— Ele estimula as milícias, os capangas, as pessoas violentas a saírem do armário, ele é a expressão da violência. É muito comum na história dos povos que um covarde seja o agente da violência social. Em geral, são pequenos homens que estimulam a violência, até em função dos seus problemas psicológicos — disse Haddad durante coletiva de imprensa em João Pessoa, na Paraíba.

O candidato à presidente Fernando Haddad (PT)
O candidato à presidente Fernando Haddad (PT), ao lado da mulher, confia na vitória

Ainda segundo Haddad, esta seria a razão porque “os pequenos homens, com problemas psicológicos são tratados respeitosamente, mas não chegam ao poder, porque são perigosos no poder.

— Não são perigosos fora do poder — afirmou o ex-prefeito de São Paulo.

Pesquisas

Segundo o petista, Jair Bolsonaro não tem um projeto, mas sim uma “retórica da violência”.

— A gente sabe como essa retórica da violência começa, mas a gente não sabe até onde vai. Nós precisamos cortar esse mal pela raiz — afirmou o candidato.

Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial marcado para domingo.

Erros e acertos

Ao defender o projeto que representa, Haddad voltou a reconhecer que o PT cometeu erros, embora tenha feito mais acertos.

— Eu represento um projeto que tem muito mais acertos do que erros. Mudou a vida de metade da população brasileira. E os erros eu estou aqui assumindo e disposto a corrigir — disse.

O candidato também se mostrou otimista nesta reta final antes da eleição de domingo e disse acreditar que uma virada irá acontecer, acrescentando que “segunda-feira já começamos a trabalhar na equipe de governo”.

Fascismo

Haddad também endossou a nota que o PT divulgou, nesta sexta-feira, contra os recentes ataques de setores do Judiciário e de setores mais conservadores da sociedade contra universidades e militantes de esquerda.

“Na reta final das eleições presidenciais os agentes do fascismo, desesperados pela onda de virada em direção à vitória de Fernando Haddad, exercem a violência contra os trabalhadores, os democratas e a inteligência do Brasil”, afirma a nota.

“Nas últimas 24 horas, presenciamos as ameaças à família de Amélia Teles, que testemunhou corajosamente as torturas infligidas pelo covarde coronel Ustra, ídolo do deputado Jair Bolsonaro.

“Assistimos também a um ataque coordenado, a pedido do partido de Bolsonaro, de agentes da Polícias Federal e militar e da Justiça Eleitoral às universidades em todo o país. Querem calar a consciência do Brasil, usando a força e a brutalidade.

Haddad 13

“Seguidores do candidato violento e agentes do fascismo, incrustados no aparelho de estado, também atuaram contra entidades sindicais, exercitando seu ódio aos trabalhadores.

“Este é o prenúncio do que seria um governo do deputado Jair Bolsonaro e seus asseclas, representantes do latifúndio, dos banqueiros, dos interesses estrangeiros, contra o povo, a democracia e o Brasil.

“Vamos derrotá-los nas urnas neste domingo, votando em Fernando Haddad 13. Vamos salvar o Brasil e a democracia.

“Vamos votar pela paz, pelo povo e pela esperança.

Comissão Executiva Nacional do PT”, conclui a nota.

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