Bolsonaro finge desconhecer deputado expulso do PSL

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Publicado quinta-feira, 15 de agosto de 2019 as 13:04, por: CdB

No Palácio da Alvorada, o presidente falou sobre permanência de Marcos Cintra e projeto de lei sobre abuso de autoridade

Por Redação, com Reuters e Agências – de Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que desconhece o deputado federal Alexandre Frota, expulso nesta semana do PSL. Frota apoiou a candidatura do mandatário e integrou a sua tropa de choque na Câmara.

– Sei nem quem é esse – afirmou Bolsonaro ao deixar o Palácio Guanabara.

Ao deixar o Palácio da Alvorada, presidente neofascista disse que não conhecia do deputado Alexandre Frota
Ao deixar o Palácio da Alvorada, presidente neofascista disse que não conhecia do deputado Alexandre Frota

Alexandre Frota foi afastado após pesadas críticas aos atos e declarações do mandatário neofascista. O presidente do partido, Luciano Bivar, a deputada Carla Zambelli (SP) e o senador Major Olímpio (SP) também foram alvos das críticas de Frota. Errático em seus alvos, Frota construiu uma carreira cheia de contradições, atos extremados e declarações polêmicas.

Dono de 155.522 votos, o 16º candidato mais votado em São Paulo conserva o mandato e já negocia com o DEM, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), a migração para a nova legenda. Sua presença na comissão especial que aprovou a Reforma da Previdência e depois, no Plenário da Casa, renderam-lhe algum crédito junto à Mesa Diretora da Casa.

Na votação em segundo turno da reforma da Previdência, Frota se absteve, contrariando orientação do partido. Ele foi retirado da vice-liderança do PSL na Câmara; além de perder o comando de alguns diretórios municipais da legenda, por ordem direta de Jair Bolsonaro.

Cintra permanece

Bolsonaro ainda afirmou que o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, segue no cargo, apesar de relatos publicados na imprensa de que ele poderia ser demitido do posto.

– O Cintra por enquanto está muito bem. Só não está em Brasília nesta semana porque fez uma cirurgia não sei do que em São Paulo – disse o presidente a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada, em Brasília.

Indagado sobre ter usado o termo “por enquanto”, Bolsonaro reafirmou que o secretário segue no cargo.

– Sem problemas. É igual você comigo aqui, por enquanto eu estou te atendendo, a partir de amanhã pode ser que não te atenda mais – respondeu ao jornalista.

PL sobre crimes de abuso de autoridade

Bolsonaro também alertou, nesta manhã, que todos os ministérios são passíveis de mudanças, também disse que ainda não há uma decisão sobre se vetará ou sancionará o projeto de lei que trata de abuso de autoridade e foi aprovado na noite da quarta-feira pela Câmara dos Deputados.

A proposta, que teve origem no Senado, considera crime de abuso de autoridade as condutas praticadas com a finalidade específica de prejudicar outra pessoa ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, assim como por mero capricho ou satisfação pessoal, de acordo com a Agência Câmara Notícias.

Estão sujeitos a responderem pelo crime de abuso de autoridade servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas, membros do Legislativo, do Executivo, do Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais ou conselhos de contas.

A proposta gerou críticas dos que consideram que ela é uma reação de parte da classe política a operações recentes de combate à corrupção que atingiram políticos, como a Lava Jato.

O relator da matéria, deputado Ricardo Barros (PP-PR), no entanto, negou que a intenção seja perseguir agentes públicos.

– Quem, em geral, vai denunciar é o Ministério Público e quem vai julgar é o juiz, por isso não cabe dizer que está havendo uma perseguição a esses agentes públicos – disse o parlamentar, segundo a Agência Câmara Notícias.

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