Bolsonaro gasta no cartão corporativo, mais do que Michel Temer e Lula

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Publicado segunda-feira, 28 de dezembro de 2020 as 13:33, por: CdB

A média, na atual gestão, tem sido de R$ 672,1 mil por mês, o que representa uma alta de 51,7% em relação ao governo Temer. A despesa em relação à administração de Rousseff foi 2,6% menor. Mensalmente, Dilma teve uma média de gastos de R$ 690,2 mil.

Por Redação – de Brasília

A média de gastos do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), no cartão corporativo permanece em alta, apesar da atual pandemia, sem viagens internacionais e outros gastos mais pesados. Até o mês passado, a fatura mais recente publicada no Portal da Transparência, o atual governo teve uma média mensal de desembolso superior à do presidente de facto Michel Temer (MDB) e próxima à da presidenta deposta Dilma Rousseff (PT).

O cartão corporativo da Presidência da República é uma fonte milionária de gastos de dinheiro público
O cartão corporativo da Presidência da República é uma fonte milionária de gastos de dinheiro público

A média, na atual gestão, tem sido de R$ 672,1 mil por mês, o que representa uma alta de 51,7% em relação ao governo Temer. A despesa em relação à administração de Rousseff foi 2,6% menor. Mensalmente, Dilma teve uma média de gastos de R$ 690,2 mil, enquanto Temer despendeu R$ 442,9 mil, em valores corrigidos pela inflação.

Milhões

Rousseff, Temer e Bolsonaro tiveram as mesmas regras para uso dos cartões. Não houve mudança nos critérios desde 2008, segundo o Palácio do Planalto. Naquele ano, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou restrições, como limitação de saques, diante de compras abusivas realizadas com esse recurso.

No discurso de campanha, no entanto, a equipe econômica do então candidato Bolsonaro falava em desativar esses cartões, pivô de um escândalo político com auxiliares do ex-presidente Lula, que pagavam despesas pessoais. Os cartões corporativos, porém, ainda continuam funcionando —e sem qualquer detalhamento sobre os motivos dos gastos com dinheiro público.

Ao longo deste ano, Bolsonaro já pagou mais despesas no cartão corporativo do que em 2019. Até novembro último, ele gastou R$ 7,86 milhões, contra R$ 7,6 milhões em 2019, seu primeiro ano de mandato.