Bolsonaro passa por ridículo durante o carnaval em todo o país

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Publicado terça-feira, 25 de fevereiro de 2020 as 11:48, por: CdB

As agremiações desfilaram na segunda noite de apresentações do carnaval carioca, na segunda-feira, apimentando a fusão de música, dança e figurinos estocadas em Bolsonaro.vAs últimas seis das 13 principais escolas de samba da cidade levaram ao Sambódromo muitos passistas e músicos vestidos com trajes coloridos.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sido alvo de protestos neste carnaval, principalmente nos blocos de rua que mobilizam milhões de brasileiros, nos principais centros urbanos do país. As manifestações contrárias ao ideário neofascista, no entanto, ganharam um novo patamar, no desfile das escolas de samba.

Comediante Marcelo Adnet não poupou o mandante neofascista Jair Bolsonaro, durante o desfile na Passarela do Samba
Comediante Marcelo Adnet não poupou o mandante neofascista Jair Bolsonaro, durante o desfile na Passarela do Samba

As agremiações desfilaram na segunda noite de apresentações do carnaval carioca, na segunda-feira, apimentando a fusão de música, dança e figurinos estocadas em Bolsonaro.vAs últimas seis das 13 principais escolas de samba da cidade levaram ao Sambódromo muitos passistas e músicos vestidos com trajes coloridos, alguns com pouca roupa, em meio a enormes carros alegóricos elaborados.

Os desfiles de segunda-feira, que ocorreram até a manhã desta terça, abordaram muitos temas, entre eles o presidente Bolsonaro. O ator e comediante Marcelo Adnet estrelou o desfile da São Clemente. Vestido com terno azul brilhante e gravata verde-amarela, ele zombou de Bolsonaro ao fazer flexões e gestos como se estivesse disparando uma arma imaginária, imitando o presidente.

‘Tá ok’

O carro alegórico da São Clemente também exibia cartazes com as frases “Tá ok”, muito usada por Bolsonaro, e “a culpa é do Leonardo DiCaprio”, uma referência a Bolsonaro culpando o ator de Hollywood pelos incêndios na Floresta Amazônica no ano passado.

Desde a posse de Bolsonaro em janeiro de 2019, os brasileiros estão fortemente divididos entre os que o apoiam, creditando a ele uma rápida queda na criminalidade e melhora na economia, e os que o criticam, denunciando seu racismo, sexismo e postura em relação ao meio ambiente.

No domingo, a famosa escola de samba Mangueira abordou o fervor religioso de direita e o aumento da violência policial, principalmente no Rio, nos primeiros 14 meses de Bolsonaro no poder. O samba-enredo da Mangueira incluía trecho que dizia “Não tem futuro sem partilha nem Messias de arma na mão”, uma referência a Bolsonaro, cujo nome do meio é ‘Messias’ e que defende a ampliação da posse de armas.

Os figurinos, carros alegóricos e coreografias das escolas de samba carioca podem mudar, mas são sempre brilhantes e espetaculares, custando milhões de reais a cada ano. A apuração com as notas dos jurados ocorre na quarta-feira de cinzas.

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