Bolsonaro terá que explicar associação entre ONGs e queimadas

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Publicado sábado, 5 de outubro de 2019 as 14:44, por: CdB

Supremo acatou um pedido da Associação Civil Alternativa Terrazul, ONG socioambientalista, situada no Ceará.

Por Redação, com Agências de Notícias – de Brasília

Dois meses após sugerir uma possível associação de ONGs às queimadas na região Amazônica, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi notificado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para explicar tal declaração. O STF acatou um pedido da Associação Civil Alternativa Terrazul, ONG socioambientalista, situada no Ceará.

Em agosto Bolsonaro falou sobre as ações criminosas e atacou, sem provas, organizações não governamentais que atuam no Brasil.

Em agosto Bolsonaro falou sobre as ações criminosas e atacou, sem provas, organizações não governamentais que atuam no Brasil
Em agosto Bolsonaro falou sobre as ações criminosas e atacou, sem provas, organizações não governamentais que atuam no Brasil

– Pode estar havendo, não estou afirmando, ação criminosa desses ‘ongueiros’ para chamar a atenção contra a minha pessoa, contra o governo do Brasil. Essa é a guerra que nós enfrentamos. Vamos fazer o possível e o impossível para conter esse incêndio criminoso – disse Bolsonaro em agosto.

O presidente prosseguiu dizendo que “o crime existe, e nós temos que fazer o possível para que não aumente. Mas nós tiramos dinheiro de ONGs. Dos repasses de fora, 40% ia para ONGs. Acabamos também com o repasse de dinheiro público, de forma que esse pessoal está sentindo a falta do dinheiro”.

Ao ser questionado se haveria evidências para corroborar essa declaração, o presidente disse: “Vocês têm que entender uma coisa, que isso não está escrito. Não têm um plano para isso aí. Isso é conversa, pessoal faz, toma decisão e ponto final.”

O presidente justificou as suspeitas afirmando que “o fogo foi tocado, pareceu, em lugares estratégicos”. “Pelo que tudo indica, foi para lá o pessoal para filmar e tocaram fogo. Esse que é o meu sentimento”, disse.

ONGS e ambientalistas rechaçaram as declarações de Bolsonaro, qualificando-as de “irresponsáveis”, “absurdas” e até “paranoicas”, e acusaram o presidente de tentar criminalizar as entidades sem apresentar provas.

A WWF Brasil lamentou a atitude do presidente. “A prioridade do poder público é zelar pelo patrimônio e não criar divergências estéreis e sem base na realidade”, afirmou a entidade, em nota.

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