Boris Johnson nega ter assediado jornalista

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Publicado segunda-feira, 30 de setembro de 2019 as 10:47, por: CdB

O premiê britânico, Boris Johnson, negou nesta segunda-feira ter assediado uma jornalista há 20 anos.

Por Redação, com Reuters – de Londres

O premiê britânico, Boris Johnson, negou nesta segunda-feira ter assediado uma jornalista há 20 anos e disse que o público está mais interessado em saber sobre seus planos para os serviços públicos.

Premiê britânico, Boris Johnson
Premiê britânico, Boris Johnson

A colunista Charlotte Edwards escreveu no jornal The Sun Times que Johnson a apalpara durante um almoço em 1999 quando ele era editor da revista The Spectator.

Questionado em uma entrevista televisiva, Johnson negou a acusação.

Na sequência, perguntado se Edwards havia inventado o caso, respondeu: “Só estou dizendo o que disse e acredito que o público quer ouvir sobre o que estamos fazendo por eles e pelo país e por investimento no que diz respeito a unir o país”, afirmou.

Cargo

Boris Johnson prometeu no domingo permanecer como primeiro-ministro britânico mesmo que não consiga um acordo para o país deixar a União Europeia (UE), dizendo que apenas seu governo conservador pode efetivar o Brexit em 31 de outubro.

No início da conferência anual de seu partido na cidade de Manchester, Johnson busca reunir seu partido com a mensagem “faça ou morra” de que ele entregará o Brexit até o final de outubro, com ou sem um acordo.

Mas há obstáculos a serem esclarecidos, entre os quais Johnson chama de “ato de rendição”, a lei aprovada pelo Parlamento para forçar o primeiro-ministro a solicitar um adiamento do Brexit se ele não garantir um acordo com Bruxelas até uma cúpula da UE em 17 e 18 de outubro.

Johnson se recusou novamente a explicar como planeja driblar essa lei e cumprir sua promessa do Brexit, aprofundando a incerteza sobre a maior mudança comercial e de política externa do Reino Unido em mais de 40 anos.

– As pessoas podem perceber que este país está se aproximando de um importante momento de escolha e temos que seguir em frente e entregar o Brexit no dia 31 de outubro. Vou seguir em frente – disse ele à BBC.

Questionado se renunciaria para evitar ter que pedir um adiamento, Johnson afirmou: “Não, comprometi-me a liderar o partido e meu país em um momento difícil e vou continuar fazendo isso. Acredito que é minha responsabilidade.”

Os parlamentares da oposição têm criticado a referência de Johnson ao “projeto de lei de rendição”, dizendo que seu modo de falar está provocando ainda mais divisão em um país que permanece dividido desde o referendo de 2016 sobre a permanência na UE.

Negociações sobre Brexit

O Reino Unido precisará levar as negociações sobre o Brexit com a União Europeia (UE) até o prazo final para forçar mudanças necessárias para um acordo a ser aprovado pelo Parlamento, disse no domingo a ministra britânica do Comércio, Liz Truss.

Na conferência anual do Partido Conservador na cidade de Manchester, no norte da Inglaterra, Truss disse, em evento organizado pelo jornal Times, acreditar que o Parlamento agora aprovaria um acordo sobre o Brexit.

– A razão pela qual não obtivemos mais concessões antes de 29 de março é que não chegamos perto o suficiente do prazo… Os prazos funcionam e precisamos levar (a negociação) para esse prazo para fazer as alterações de que todos precisamos – disse Truss. “Isso é o que estamos fazendo.”

O Parlamento rejeitou três vezes um acordo negociado pela ex-primeira-ministra Theresa May.

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