Borussia Dortmund: homem que detonou bomba em ônibus é sentenciado a 14 anos de prisão

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Publicado terça-feira, 27 de novembro de 2018 as 13:27, por: CdB

O réu, identificado como Sergei W., admitiu ter organizado o ataque em abril de 2017, mas disse que queria ganhar dinheiro em vez de ferir ou matar alguém.

Por Redação, com Reuters – de Dortmund, Alemanha/Buenos Aires

Um tribunal alemão sentenciou nesta terça-feira um homem russo-alemão a 14 anos de prisão por ter detonado uma bomba no ônibus do time de futebol Borussia Dortmund (BVB) em 2017, que deixou um jogador do clube ferido, como parte de um esquema para ganhar dinheiro.

Sergej W., suspeito de detonar bomba tendo como alvo ônibus do Borussia Dortmund, chega escoltado para ouvir sua sentença em um tribunal, em Dortmund

O réu, identificado como Sergei W., admitiu ter organizado o ataque em abril de 2017, mas disse que queria ganhar dinheiro em vez de ferir ou matar alguém.

Ele havia sido indiciado com 28 acusações de tentativa de homicídio, causar graves danos corporais e provocar uma explosão. A equipe estava indo para o estádio do clube, o maior da Alemanha com capacidade para 80 mil pessoas, para uma partida pela Liga dos Campeões contra o AS Monaco quando a bomba explodiu. O zagueiro Marc Bartra foi ferido no braço e a partida foi adiada em um dia.

O réu demonstrou profundo arrependimento pelo o que fez, alegando que não queria prejudicar ninguém. Seu advogado disse que ele provocou o ataque para desencadear uma queda no preço da ação do BVB, com a qual ele lucraria.

Os promotores, que queriam prisão perpétua, argumentaram que o réu comprou cerca de 44.000 euros em opções no dia do ataque, o que ele poderia ter vendido com uma margem de lucro se o preço da ação tivesse caído. Mas as ações do BVB subiram após o ataque.

Torcedores violentos na Argentina

O presidente da Argentina fez um apelo na segunda-feira para que o Congresso aprove um projeto de lei em sessão especial para reprimir a violência de torcedores de futebol, depois que um fim de semana tumultuado impediu a realização da final da Copa Libertadores.

O presidente Mauricio Macri quer uma lei que puna de forma mais rigorosa o tipo de violência do último fim de semana, quando a partida entre River Plate e Boca Juniors não pôde ser disputada.

Os distúrbios foram ainda mais constrangedores para o país uma vez que a Argentina se prepara para sediar a cúpula dos países do G20 na sexta-feira.

Um Macri visivelmente irritado atacou na televisão torcidas organizadas de futebol criminosas, chamadas de “Barras Bravas” na Argentina, que são conhecidas por venderem drogas, extorquirem torcedores e exigirem dinheiro de pequenos negócios na região dos estádios em troca de proteção.

– Nós rejeitamos as máfias que estão frequentemente por trás desse tipo de violência – disse Macri. “Espero que depois desse constrangimento possamos aprovar uma lei nas sessões extras do Congresso.”

A final da Libertadores, programada para sábado passado, foi adiada para domingo depois que jogadores do Boca ficaram feridos quando o ônibus do time foi atacado por torcedores do River. No domingo, alguns jogadores não haviam ainda se recuperado, e o jogo foi de novo adiado.

Representantes dos dois times devem se reunir na terça para decidir uma nova data.

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