Boulos, prestes a assumir candidatura, recusa aliança com PT mas apoia Lula

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Publicado quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018 as 12:41, por: CdB

Com a idade mínima para concorrer ao cargo, 35 anos, Guilherme Boulos rende homenagens à experiência do líder petista.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o cientista social Guilherme Boulos já planeja a largada para campanha presidencial na sigla do PSOL. Boulos acredita que se avançou nos debates que a legenda vem promovendo “para que se possa consolidar uma candidatura”. O embarque, no entanto, sera anunciado apenas em março, possivelmente após expedida a ordem de prisão contra o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva.

Guilherme Boulos é um dos principais coordenadores do MTST e tem sido perseguido por suas posições políticas
Guilherme Boulos é um dos principais coordenadores do MTST e tem sido perseguido por suas posições políticas

— Se esse entendimento confluir para uma candidatura, eu vou assumir — admitiu, em conversa com jornalistas.

Diversidade

Segundo Boulos, está descartada — até agora — qualquer tipo de aliança com o PT.

— O MTST e a Frente Povo Sem Medo têm estado na linha de frente pelo direito de Lula ser candidato. Na esquerda, há espaço para unidade. Neste momento, toda esquerda e o campo progressivo têm que estar unidos contra a reforma da Previdência; contra o golpe e contra a perseguição ao Lula. Mas também há diversidade. E a diversidade da esquerda, de opiniões e propostas, não pode ser anulada — afirma.

Chinelo rasgado

Com a idade mínima para concorrer ao cargo, 35 anos, o militante do PSOL rende homenagens à experiência do líder petista.

— Tenho maior respeito pela trajetória de Lula e a clareza de que sua condenação é injusta e sem prova. Minha defesa é do direito de ele ser candidato — disse. 

Boulos também questiona o modelo de financiamento das campanhas eleitorais.

— É preciso eliminar esse modelo de campanhas faraônicas. Gerou distorções profundas. Ainda que seja artesanal, é preferível fazer uma campanha com chinelo rasgado do que comprometida com empreiteira — concluiu.

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