Brasil fica sem medalha no vôlei masculino

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Publicado sábado, 7 de agosto de 2021 as 16:44, por: CdB

Há países que por talento e estatuto estão condenados a jogar finais. É o caso do Brasil, que em Jogos Olímpicos venceu o título em três ocasiões, perdeu outras três finais e nunca terminou em terceiro.

Por Redação, com ACS – de Tóquio

Após jogar quatro finais consecutivas, o Brasil se viu relegado para a disputa da medalha de bronze e isso ajuda a explicar a entrada pouco conseguida em jogo. O primeiro problema foi não conseguir parar Facundo Conte (nove pontos no primeiro set). Renan Dal Zotto sentiu o time com a moral em baixo e introduziu a vitamina Douglas Souza, que melhorou a seleção conseguindo dois pontos consecutivos que obrigaram a Argentina a pedir o timeout com 19-17 a favor. Tal como aconteceu na fase de grupos, o Brasil entrou perdendo por 25-23.

Brasil nunca venceu o bronze em Jogos Olímpicos e não ficava fora das medalhas de Sydney 2000

O segundo set trouxe aspetos mais positivos ao jogo brasileiro. O bloqueio, inexistente até esse momento, permitiu fazer 6-5 com ação de Lucarelli na rede. Isso mexeu com a Argentina que no ataque seguinte colocou a bola fora e permitiu um mini break à tricampeã Olímpica. A dinâmica se manteve e o Brasil fez 1-1 em sets fechando com 25-20 logo na primeira de quatro bolas de set.

O terceiro set viu a Argentina entrar melhor e fazer 6-2. Dal Zotto sentiu o perigo e pediu timeout. O time correspondeu em quadra e voltou para fechar em 25-20. Alternando bons períodos com sequencias erráticas do Brasil, a Argentina aproveitou para empatar 2-2 em sets (parcial de 25-17).

No quinto e decisivo set as coisas não mudaram muito, desde logo porque ao entrar com 3-0 contra a equipe orientada por Renan Dal Zotto voltava a transmitir as sensações negativas do anterior parcial. Lucão cortou a sequência, mas a dinâmica não mudou e os arquirrivais fizeram rapidamente 7-3 o que levou a timeout da seleção brasileira. Sem margem de erro, o Brasil subiu o nível; Fernando conseguiu um bloqueio para reduzir 12-11 e um saque espetacular de Lucarelli deu o primeiro empate no set. O problema foi a falta de consistência e a capacidade de ser contundente em momentos decisivos, que acabou dando a vitória por 15-13 à Argentina.

Facundo Conte, com 21 pontos, foi o melhor marcador da partida e repete o bronze que o pai, Hugo Conte, também venceu em Seul 1988, em partida onde derrotou o atual técnico brasileiro Renan Dal Zotto.

Bronze

Há países que por talento e estatuto estão condenados a jogar finais. É o caso do Brasil, que em Jogos Olímpicos venceu o título em três ocasiões, perdeu outras três finais e nunca terminou em terceiro. O mesmo pode se aplicar a Campeonatos do Mundo e só na Liga Mundial encontramos a exceção, já que aí a seleção foi quatro vezes medalha de bronze (além de somar nove vitórias e sete vice-campeonatos).

O bronze é caso raro no vôlei masculino brasileiro, por isso Tóquio 2020 era a chance de continuar escrevendo a bonita história do vôlei Olímpico. O levantador Bruninho, por exemplo, nunca tinha ficado fora da final nos Jogos

Se alguém sabia o importante que era sair de Tóquio 2020 com o bronze no peito essa pessoa é Renan Dal Zotto, já que enquanto jogador conquistou a prata em Los Angeles 1984, mas em Seul 1988 perdeu o terceiro lugar para a Argentina e pior que sair derrotado de uma competição onde se chegou para vencer é saber que a medalha foi perdida para o vizinho e arquirrival. A história se repete para o Brasil, agora em Tóquio 2020.

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