Brasil reduz tarifa de importação à revelia do Mercosul

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Publicado sexta-feira, 5 de novembro de 2021 as 18:56, por: CdB

Em nota divulgada nesta sexta-feira, o governo afirma que a medida “justifica-se pela situação de urgência trazida pela pandemia de covid-19 e pela necessidade de poder contar, de forma imediata, com instrumento que possa contribuir para aliviar seus efeitos negativos sobre a vida e a saúde da população brasileira”.

Por Redação – de Brasília

O Ministério da Economia anunciou, nesta sexta-feira, a redução em 10% das tarifas de importação de aproximadamente 87% dos bens e serviços importados. A decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) tem validade até o dia 31 de dezembro de 2022.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse no final de agosto que havia decidido bloquear o acordo UE-Mercosul
O Mercosul é o grupo econômico que reúne países sul-americanos

Em nota o governo afirma que a medida “justifica-se pela situação de urgência trazida pela pandemia de covid-19 e pela necessidade de poder contar, de forma imediata, com instrumento que possa contribuir para aliviar seus efeitos negativos sobre a vida e a saúde da população brasileira”.

Preços

Ministro da Economia, o empresário Paulo Guedes informou, ainda, que a redução nas tarifas de importação ajudará a moderar a inflação no país. Ele comentou o corte nas alíquotas durante sua participação na terceira edição da Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul, promovida pelo Conselho de Câmaras de Comércio do bloco econômico.

— A nossa Tarifa Externa Comum ainda é muito elevada e isso num momento como o atual, em que nós temos uma pressão inflacionária forte na economia brasileira e gostaríamos de dar um choque de oferta, facilitar a entrada de importações para dar uma moderação nos reajustes de preços, é o momento ideal para fazer uma abertura, ainda que tímida, da economia — acrescentou o ministro.

‘Coincidência’

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, que participou das negociações, acrescentou que TEC preservará a competitividade das empresas nacionais, mas espera que resulte ao mesmo tempo numa redução dos preços internos no bloco.

O chanceler brasileiro abordou o tema em declaração conjunta à imprensa após receber seu homólogo paraguaio, Euclides Acevedo, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. França disse que ambos os países alcançaram uma “coincidência” no debate sobre uma nova tarifa.

— Coincidência entre Brasil e Paraguai na concepção de um Mercosul moderno, na necessidade de um consenso para que possamos trabalhar numa tarifa externa comum que traga competitividade e também uma modicidade de preços aos nossos consumidores — resumiu França.

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