Brasileiros se mobilizam, no exterior, contra avanço do fascismo no Brasil

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Publicado domingo, 21 de outubro de 2018 as 15:38, por: CdB

Ativistas da France América Latina, Amigos do MST e representantes de Partidos políticos franceses e de sindicatos também estiveram presentes na manifestação de luta contra o fascismo e pela democracia no Brasil.

 

Por Redação, com correspondente Marilza de Melo Foucher – de Paris e São Paulo

 

Mais dez mil manifestantes reuniram-se na Praça Stalingrad, na capital francesa, em protesto contra o avanço das forças fascistas, no Brasil. A iniciativa de Autres Brésil; Alerta France Brésil e outras associações visa alertar aos eleitores para os riscos à democracia, no país.

Manifestantes erguem fotos de Manuela e Haddad, no protesto realizado em Paris
Manifestantes erguem fotos de Manuela e Haddad, no protesto realizado em Paris

Ativistas da France América Latina, Amigos do MST e representantes de Partidos políticos franceses e de sindicatos também estiveram presentes na manifestação de luta contra o fascismo e pela democracia no Brasil.

Mais de 10 mil manifestantes lotaram a praça, em Paris
Mais de 10 mil manifestantes lotaram a praça Stalingrad, em Paris

Mulheres Unidas contra Bolsonaro e Liga dos Direitos Humanos também integraram o protesto. A prefeita de Paris, Anna Hidalgo, enviou seu representante à manifestação.

Tiro na cabeça

As eleições, no Brasil, também mobilizaram o neurocirurgião Miguel Nicolelis, um dos mais importantes cientistas do mundo. Para ele, o Brasil caiu numa espiral autodestrutiva, uma autofagia nacional. É o projeto nacional de autofagia mais estuporante, mais inacreditável do século XXI.

— Será que as pessoas não estão percebendo que nós vamos nos transformar na África do Sul (do apartheid) do século XXI? Passei as últimas semanas dando aula na Europa. Está todo mundo aturdido. Cientistas, intelectuais, escritores, pensadores, economistas, as pessoas sentavam para jantar e me perguntavam: O que está acontecendo no Brasil? Vocês ficaram loucos? Perderam o caminho? Como vocês vão eleger um indivíduo desses? Como é possível um país dar um tiro na cabeça, cometer um suicídio internacional? — pontuou.

Cérebro-máquina

Ainda segundo Nicolellis, “estamos numa tsunami do absurdo, surreal”.

— Ela é tão poderosa, violenta e descomunal em termos de tamanho e forma que não para. Não dá ouvidos a nada, não reflete sobre nada. Essa tsunami ameaça engolir o país. Ela ameaça afogar a cultura e a civilização brasileira — acrescentou.

Membro das Academias de Ciência brasileira, francesa e do Vaticano, doutor em Medicina pela USP, ele recebeu mais de 30 prêmios internacionais. Desde 1994, é professor da Duke University, nos EUA. Ficou mais conhecido do grande público quando, na abertura da Copa de 2014, Juliano Pinto, paraplégico havia dez anos, deu o chute de abertura dos jogos. Três metros atrás de Juliano estava Nicolelis, idealizador (com John Chapin) do paradigma cérebro-máquina que proporcionou a realização do inédito e revolucionário movimento.

Assista, adiante, à entrevista de Nicolelis ao site Tutaméia:

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