Brexit é adiado novamente para evitar saída sem acordo

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Publicado quinta-feira, 11 de abril de 2019 as 12:34, por: CdB

Novo prazo é aprovado por governo britânico e pode ser revisto pela União Europeia em junho. Se permanecer no bloco depois de 22 de maio, Reino Unido deve participar das eleições parlamentares europeias.

Por Redação, com ABr e DW – de Londres

A União Europeia (UE) e o Reino Unido concordaram com mais um adiamento da saída do país do bloco europeu (o Brexit), que agora deverá ocorrer em 31 de outubro.

Novo prazo precisa ser aprovado por Theresa May

Líderes da UE concordaram com a a medida, após cinco horas de negociações em Bruxelas na quarta-feira, evitando, por hora, um Brexit sem acordo.

A cúpula da União Europeia se reuniu para debater o pedido da premiê britânica, Theresa May, visando ao adiamento da data de saída do país, desta sexta-feira para o dia 30 de junho. A data já havia sido adiada em relação ao prazo inicial de 29 de março.

Muitos líderes apoiaram a proposta do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, de uma prorrogação flexível de até um ano. Entretanto, o presidente francês, Emmanuel Macron, insistiu veementemente em uma extensão mais curta.

Sob o acordo, a retirada pode ocorrer antes do prazo se o Parlamento britânico ratificar os termos do Brexit acertados por May com a União Europeia.

Tusk disse a jornalistas, após a cúpula, que a mudança de data é suficiente para que se encontre a melhor solução, e pediu que o Reino Unido não desperdice esse tempo.

Entretanto, a extensão certamente vai provocar reações negativas dos apoiadores de linha dura do Brexit no Parlamento.

A proposta também foi aceita pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May. Inicialmente, a líder do Partido Conservador propôs ao bloco europeu uma prorrogação do prazo até o dia 30 de junho.

– Os 27 países-membros da UE concordaram com a extensão do artigo 50. Agora, me reunirei com a primeira-ministra Theresa May para o acordo com o governo britânico – escreveu o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, em mensagem no Twitter.

Se Londres permanecer no bloco até depois de 22 de maio, o Reino Unido precisará participar das eleições para o Parlamento europeu.

A reunião entre os líderes europeus durou várias horas devido às divergências entre os países. Tusk defendia um prazo mais longo para o Brexit, de até um ano, que autorizasse o Reino Unido a deixar a UE assim que o país estiver pronto para sair do bloco.

O presidente da França, Emmanuel Macron, foi a voz mais forte contra o adiamento do Brexit, mas apoiou a proposta com a condição de que o prazo seja revisto na cúpula da União Europeia marcada para 21 de junho. Para concordar com a prorrogação, a França exigiu que Londres não interfira em assuntos do bloco durante esse período.

A maioria dos 27 líderes europeus, incluindo a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, foi a favor do adiamento do Brexit por um ano. A extensão do prazo é flexível, o que significa que o Reino Unido pode deixar o bloco antes da data limite assim que ratificar o acordo negociado com a União Europeia.

Sem o adiamento, o Reino Unido deveria deixar a União Europeia sem um acordo na meia-noite de sexta-feira. Na semana passada, May formalizou um segundo pedido de adiamento da data do Brexit, novamente até 30 de junho. A premiê já havia solicitado a mesma data no mês passado, mas o pedido fora então rejeitado pelos líderes dos demais países-membros.

Em vez disso, eles ofereceram o dia 22 de maio caso o acordo para um Brexit ordenado, acertado entre Bruxelas e Londres, fosse aprovado pelo Parlamento britânico, ou 12 de abril se não houver acordo. Até o momento, o Parlamento já rejeitou o acordo três vezes.

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