Bush vai autorizar o envio de marines à Libéria

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Publicado quarta-feira, 2 de julho de 2003 as 19:15, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, autorizará nas próximas horas o envio à Libéria de 500 a 1.000 marines para participar dos esforços de pacificação nesse país africano, informou a rede de televisão CNN.

Segundo fontes da Casa Branca citadas pela CNN, os marines estão esperando em uma base militar da Espanha, de onde partirão para a Libéria assim que o presidente assine a autorização para seu deslocamento ao país africano.

A decisão aconteceu depois de uma nova reunião na Casa Branca dos principais altos cargos do governo americano para estudar o pedido da ONU e vários países africanos para que Washington colabore nas tarefas de estabilização na Libéria.

O secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, apresentou na reunião um plano de contingência para o possível posicionamento de tropas.

Posteriormente, o presidente Bush disse ante a imprensa que se estavam explorando “todas as opções”, sem dar mais detalhes sobre se finalmente os EUA liberarão tropas para uma força internacional que poderia estar composta por uns 3.000 soldados.

Bush ressaltou o compromisso de Washington nos esforços para pacificar a Libéria, país fundado por escravos procedentes dos Estados Unidos em 1847, e reiterou que uma das condições para que esse país saia da crise é a renúncia do presidente, Charles Taylor.

– O presidente Taylor tem que deixar o país para que haja paz e estabilidade. Tem que sair agora – manifestou o presidente.

O governante americano considerou que, apesar da gravidade da situação, “a boa notícia é que agora está em vigor um cessar-fogo”, assinado recentemente pelas partes em conflito em Gana.

Os Governos de vários países africanos tinham pedido a Bush que tomasse uma decisão antes da viagem que lhe levará a cinco países africanos entre os próximos dias 7 e 12.

O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, destacou também que, segundo as informações da embaixada americana na capital liberianas, “a situação seré tranqüila em Monróvia, depois que os insurgentes se retirarem de suas posições”.

Boucher instou às partes a facilitar o trabalho da equipe conjunta de verificação auspiciada pela ONU que, procedente de Gana, tem previsto supervisionar a aplicação do cessar-fogo.