Califórnia recomenda suspensão do uso de lote da vacina da Moderna devido a reações alérgicas

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Publicado segunda-feira, 18 de janeiro de 2021 as 11:48, por: CdB

De acordo com o Departamento de Saúde Pública da Califórnia, as doses da vacina da Moderna do lote 041L20A podem estar causando “incidentes adversos mais elevados que o habitual”, e devem ser evitadas até conclusão de investigação.

Por Redação, com Sputnik – de Washington/Londres

De acordo com o Departamento de Saúde Pública da Califórnia, as doses da vacina da Moderna do lote 041L20A podem estar causando “incidentes adversos mais elevados que o habitual”, e devem ser evitadas até conclusão de investigação.

Os fornecedores de vacinas foram recomendados a pausar a administração de um lote específico da vacina da Moderna contra covid-19
Os fornecedores de vacinas foram recomendados a pausar a administração de um lote específico da vacina da Moderna contra covid-19

Aparentemente, os referidos incidentes com a vacina foram identificados em uma única clínica comunitária que teria sido fechada por horas após a notificação de reações adversas.

Ao todo, o lote de 330 mil doses foi distribuído para 287 fornecedores por todo o estado da Califórnia, mas esta é a primeira vez que uma reação alérgica é relatada, afirmou a epidemiologista do estado, Erica Pan.

Fornecedores de vacinas

Os fornecedores de vacinas foram recomendados a pausar a administração de um lote específico da vacina da Moderna contra covid-19, devido a possíveis reações alérgicas que estão sob investigação.

No mês passado, foi relatada em Boston uma reação alérgica aguda após um médico receber vacina da Moderna. Além disso, autoridades médicas dos EUA estão investigando vários casos de reações graves ao imunizante da Pfizer/BioNTech.

Imunidade

A Saúde Pública de Inglaterra realizou uma pesquisa em mais de 20 mil trabalhadores da saúde no Reino Unido desde junho de 2020, estabelecendo que contrair a doença dá uma proteção de 83% contra a reinfeção.

Uma pessoa pode obter imunidade por ao menos cinco meses após ficar infectada pela covid-19, concluiu um estudo realizado pela PHE, Saúde Pública de Inglaterra, designado SIREN (SARS-CoV-2 Immunity and Reinfection Evaluation).

A organização fez testes PCR e de anticorpos a 20.787 trabalhadores da saúde desde junho de 2020, detectando 6.614 casos que testaram positivo para anticorpos, ou seja, que sofreram da doença.

Entre os 6.614 casos de pessoas curadas, os cientistas detectaram 44 “potenciais” reinfeções, nenhuma delas severa, incluindo 2 “prováveis”, ambas durante a primeira onda, e 42 “possíveis”. Se todos os 44 casos fossem confirmados, isso representaria uma taxa de 83% de proteção contra reinfeções, enquanto se apenas as 2 reinfeções “prováveis” fossem confirmadas, a taxa seria de 99%.

A PRE alerta que a imunidade pode desaparecer após um tempo indeterminado e levar a uma reinfeção, como no caso dos que sofreram com a primeira onda em 2020. Um antigo paciente continua podendo carregar partículas vivas do SARS-CoV-2 e o transmitir a outros, pelo que as pessoas devem seguir as regras sanitárias e ficar em casa para evitar esse cenário, avisa o órgão de saúde britânico.

– Este estudo nos deu o quadro mais claro até hoje da natureza da proteção contra a covid-19, mas é crítico que as pessoas não entendam mal estas descobertas iniciais – comenta Susan Hopkins, assessora médica sênior da PHE e autora principal do estudo.

O estudo continuará nos próximos 12 meses para avaliar o estado imunológico dos participantes, bem como a eficácia das vacinas e a transmissibilidade do novo coronavírus.

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