Câmara oficializa Eduardo Bolsonaro como líder do PSL

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Publicado segunda-feira, 21 de outubro de 2019 as 13:01, por: CdB

O antigo líder, Delegado Waldir agradeceu o apoio que recebeu dos parlamentares do seu partido e disse que não é subordinado de governadores nem de presidentes.

Por Redação, com Agências de Notícias – de Brasília

O deputado Eduardo Bolsonaro (SP) foi confirmado nesta segunda-feira como novo líder do PSL na Câmara dos Deputados. Uma nova lista foi apresentada nesta manhã pelo líder do Governo, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), e tinha 29 assinaturas, mas uma não foi confirmada pela SGM. O filho 03 do presidente Jair Bolsonaro contou com o apoio de 28 parlamentares.

O filho 03 do presidente Jair Bolsonaro contou com o apoio de 28 parlamentares
O filho 03 do presidente Jair Bolsonaro contou com o apoio de 28 parlamentares

Na lista há três deputados que haviam assinado um documento que apoiava o deputado Delegado Waldir (GO): Coronel Chrisóstomo (RO), Daniel Silveira (RJ) e Léo Motta (MG). Delegado Waldir já divulgou um vídeo em que reconhece o novo líder no qual disse que a nova lista foi aceita democraticamente.

Waldir agradeceu o apoio que recebeu dos parlamentares do seu partido e disse que não é subordinado de governadores nem de presidentes.

– Vou continuar defendendo todas as prerrogativas do Parlamento. Nós não rasgamos a Constituição. E a Constituição prevê que o Executivo não deve interferir no Parlamento – disse Delegado Waldir.

Nova Lista

Uma nova lista de assinaturas de parlamentares da legenda será protocolada na tentativa de retirá-lo do posto recém-assumido. Sobre a decisão, Eduardo Bolsonaro disse que prefere não se posicionar no momento.

– Nesse momento, eu não sei se a lista que está valendo é a minha lista, se houve ou não houve qualquer tipo de acordo. Então, eu não posso me posicionar como sendo ou não o líder do partido – disse na tarde desta segunda-feira.

A reviravolta de Eduardo Bolsonaro

O líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), apresentou uma nova lista na manhã desta segunda-feira à Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Casa para nomear o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, como novo líder do partido.

Segundo a assessoria de Vitor Hugo, a nova lista tinha 29 nomes e foi protocolada às 9h30 desta segunda-feira na Secretaria-Geral. O PSL vive nas últimas semanas uma disputa interna entre o grupo de Jair Bolsonaro e seus filhos e uma ala concorrente que apoia o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE).

Na última semana, os bolsonaristas apresentaram duas listas para tentar nomear Eduardo como líder do partido na Câmara no lugar do deputado Delegado Waldir (GO), que é ligado a Bivar, mas não conseguiram efetuar a troca.

A disputa pela liderança do PSL na Câmara ocorreu em meio a uma guerra aberta na legenda entre Jair Bolsonaro e o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE).

A crise teve início a partir de denúncias sobre irregularidades em campanhas do PSL, mas escalou na semana passada a um outro patamar quando Bolsonaro sugeriu a um simpatizante que esquecesse a sigla. Também afirmou que o presidente da legenda estava “queimado”.

Na quarta-feira, pouco antes da guerra de listas, Waldir acusou Bolsonaro de chamar deputados no Planalto e de ligar para parlamentares tentando convencê-los das vantagens de ter Eduardo como líder.

– O presidente da República está ligando para cada parlamentar e cobrando o voto no filho do presidente – disse Waldir a jornalistas.

– Ele age pessoalmente ao chamar vários parlamentares e ligar pessoalmente para vários deputados com essa pressão psicológica dessa questão de cargos e outras situações – completou.

Na manhã de quinta-feira, o presidente admitiu que conversou com parlamentares antes da manobra de parte da bancada do PSL para destituir Waldir e colocar Eduardo no cargo, mas não comentou o conteúdo das conversas e disse que ter sido grampeado seria uma “desonestidade”.

No mesmo dia, foi a vez de Waldir ser protagonista de um áudio obtido inicialmente pelo site R7, em que o líder fala que poderia “implodir” o presidente da República, a quem se refere como “vagabundo” ao argumentar ter feito campanha “debaixo de sol” por sua eleição.

O áudio também capta outros deputados, insatisfeitos, que relatam a pressão recebida de Bolsonaro para que assinassem a lista contra Waldir. Os parlamentares reclamam do que chamam de “assédio” e apontam diferença no tratamento dispensado pelo presidente —brincam que nunca foram tão importantes “da noite para o dia”.

Um deles chega a dizer que só era procurado pelo Planalto, desde o início do mandato, em situações problemáticas, para prejudicar alguém. Parlamentares relatam ainda uma movimentação do DEM de olho na possibilidada de absorver integrantes do partido.

Em entrevista coletiva na quinta-feira, no entanto, Waldir sustentou que continua apoiando o governo e que a bancada, sob sua liderança, registrou uma taxa de fidelidade de 98% ao governo.

– Na verdade a gente quer pacificar o PSL. A gente sabe que houve um grande embate, muito desgaste, mas queria dizer para vocês que nós somos extremamente fiéis ao governo, repetir que somos 98% fiel ao governo, vamos continuar votando com o governo – disse o antigo líder a jornalistas.

Atualização às 14h42min

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