Câmeras de rodovia podem ajudar a desvendar acidente de helicóptero com Boechat

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Publicado terça-feira, 12 de fevereiro de 2019 as 14:46, por: CdB

De acordo com o delegado Luís Roberto Hellmeister, titular da 46ª Delegacia de Polícia (Perus), que conduz as investigações, as imagens foram enviadas pela concessionária nesta terça . Ele, porém, já recebeu um ofício com a descrição do conteúdo de um advogado da CCR. 

Por Redação, com agências de notícias – de São Paulo

A Polícia Civil irái analisar as imagens de câmeras de segurança da concessionária CCR para tentar desvendar o acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat, e o piloto Ronaldo Quattrucci, no dia anterior , na Rodovia Anhanguera, em São Paulo.

Jjornalista Ricardo Boechat

De acordo com o delegado Luís Roberto Hellmeister, titular da 46ª Delegacia de Polícia (Perus), que conduz as investigações, as imagens foram enviadas pela concessionária nesta terça-feira . Ele, porém, já recebeu um ofício com a descrição do conteúdo de um advogado da CCR.

O caminhão teria colidido com o helicóptero enquanto estava a cerca de 45 km/h, a cerca de 100 m da cabine de pedágio por onde passou. “Se não houvesse um caminhão ali, talvez fosse possível ter feito um pouso forçado”, diz Hellmeister.

A aeronave fez uma manobra no ar, mostrando que estava sem controle, e sumiu entre os viadutos. O delegado descarta que tenha ocorrido queda livre.

O delegado afirma z que não é possível saber se o jornalista se atirou do helicóptero antes da queda. Mas diz que considera “muito difícil” que isso tenha ocorrido por causa da dinâmica dos fatos. As câmeras da CCR não teriam captado esse momento.

A Polícia Civil ouviu, nesta tarde duas testemunhas, o motorista do caminhão que colidiu com o helicóptero e uma mulher que testemunhou o acidente. Investigadores estão em busca de novas testemunhas.

Corpo de Boechat deixa Museu da Imagem e do Som

Sob aplausos da multidão, o corpo do jornalista Ricardo Boechat deixou às 14h05 o Museu da Imagem e do Som (MIS), Zona Oeste da capital paulista, onde estava sendo velado desde a noite anterior. Uma longa fila de conhecidos, ex-colegas, telespectadores e ouvintes veio prestar as últimas homenagens ao âncora e comentarista.

Sobre o caixão foram colocados dois letreiros luminosos usados por taxis, categoria que tinha grande simpatia pelo jornalista, pelo contato direto ou pelos comentários na rádio e TV. Um grupo de taxistas chegou a fazer uma pequena carreata com buzinaço em frente ao museu.

Diversas autoridades estiveram presentes no velório. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, compareceu representando o presidente Jair Bolsonaro, que está internado.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que pretende discutir com a família um espaço para que seja feita uma homenagem ao jornalista. “Vamos buscar um espaço para homenageá-lo na cidade de São Paulo. Para que ele seja eternizado, para mostrar o exemplo que ele era para as futuras gerações”, disse Covas

Também vieram personalidades da comunicação, como o apresentador Serginho Groisman e o colunista social Amaury Jr.

Ainda emocionada, a viúva do jornalista, Veruska Seibel Boechat, lembrou os últimos momentos na companhia do marido. “Ele saiu bem, estava feliz. A gente passou um fim de semana com todos os seis filhos dele, o que é uma coisa rara, são muitos. Os quatro adultos moram no Rio, as nossas filhas moram aqui”, disse.

O corpo de Boechat foi cremado em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, em uma cerimônia reservada para a família. Ele tinha 66 anos e deixou cinco filhas e um filho. Atualmente, era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ.

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