Campanha da ANS reforça importância do parto normal

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Publicado quinta-feira, 5 de dezembro de 2019 as 09:04, por: CdB

Um dos objetivos da campanha é reduzir as altas taxas de cesarianas no país e também melhorar a experiência da maternidade para mães e bebês.

Por Redação, com ABr – de Brasília/Rio de Janeiro

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou uma nova edição da campanha de mobilização para sensibilizar os planos de saúde, os médicos e as gestantes sobre a importância do parto normal e do respeito às fases da gestação, reforçando que a tomada de decisão nesse momento seja tomada em função da saúde da mãe e do bebê e não por conveniência.

Pelas Internet, agência divulga informações sobre parto adequado
Pelas Internet, agência divulga informações sobre parto adequado

O projeto Parto Adequado é uma parceria da ANS com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement. Ele é divulgado por meio do site da ANS e em suas redes sociais, onde a agência reforça informações sobre a importância do nascimento no tempo certo.

– A proposta da campanha é sensibilizar mães e profissionais de saúde que o bebê tem seu tempo e que as fases da gestação devem ser respeitadas. A escolha pelo tipo de parto deve sempre levar em consideração a saúde, já que os riscos associados à cesariana existem e podem resultar em problemas graves para mães e bebês, como complicações respiratórias, dificuldades para amamentar e infecções puerperais – disse Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS. “É importante que a gestante se informe, busque apoio de especialistas para entender as opções e faça sua escolha de forma consciente. Cesáreas são importantes, mas quando há indicações clínicas”, acrescentou.

Um dos objetivos da campanha é reduzir as altas taxas de cesarianas no país e também melhorar a experiência da maternidade para mães e bebês.

OMS

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice razoável de cesáreas é de 15% dos nascimentos. No Brasil, 55,6% do total de partos realizados anualmente são cirúrgicos e 83% deles são realizados por planos de saúde.

Segundo a ANS, o parto normal favorece o vínculo do bebê com a mãe, fortalece o sistema imunológico e melhora o ritmo cardíaco e o fluxo sanguíneo do bebê, além de favorecer o aleitamento e promover uma recuperação pós-parto mais rápida e menos dolorosa para a mãe.

Próteses

O Hospital Universitário Gaffrèe e Guinle, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), abriu na quarta-feira inscrições para um mutirão de implantes mamários em mulheres que tiveram câncer.

A ação é coordenada pelo professor e chefe da Divisão de Cirurgia Plástica da unidade de saúde, Ricardo Cavalcanti Ribeiro. As inscrições estão abertas para as matectomizadas que estão curadas e precisam da reconstrução da mama. As cirurgias ocorrerão em dezembro de 2019 e em janeiro de 2020.

O mutirão envolve a doação de 160 pares de próteses apreendidas pela Receita Federal e doadas ao Hospital Universitário Gaffrèe e Guinle pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest).

Segundo Ribeiro, a prioridade são pacientes com câncer de mama já tratado. “São mulheres com sequelas que precisam reconstruir as mamas”. Ele informou que no estado do Rio de Janeiro 20 mil pessoas precisam ser operadas. As cirurgias serão feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem custo para as pacientes.

As inscrições podem ser feitas diretamente no Hospital Gaffrée e Guinle, no Maracanã, Zona Norte da capital fluminense, até o próximo dia 11. As pacientes interessadas devem procurar o ambulatório do hospital às quartas e sextas-feiras, no horário de 8h às 12h, para se inscrever no mutirão. Elas serão examinadas e observadas as condições para se operarem.

Direito

A iniciativa do Gaffrée e Guinle tem dois objetivos. O primeiro é chamar a atenção do Estado e dos gestores de saúde para o problema; o segundo visa a capacitação do médico novo, ou residente, para fazer esse tipo de cirurgia. “A mulher fazer já tem assegurado o procedimento no SUS. Nós, no Brasil, não temos profissionais para fazer isso.” Ribeiro destacou que uma mastectomia (retirada dos seios) mexe com a autoestima e a estrutura familiar e feminina da mulher.

A cada ano no Brasil surgem 55 mil novos casos de câncer de mama, sendo 6 mil no estado do Rio de Janeiro. O estado tem cerca de 20 mil casos de câncer de mama tratados que necessitam de reconstrução. “Estamos chamando a atenção do estado e dos gestores de saúde sobre a importância de fazer ações como essa”.

Inscrição

De acordo com o médico, mulheres mastectomizadas de todos os municípios fluminenses podem se inscrever para o mutirão. A intenção não é zerar a fila de espera, devido à complexidade. “Mas nós vamos dar um pontapé e acredito que outros serviços vão fazer ação igual”.

Os procedimentos de implantes começam na segunda semana de dezembro e se estendem até 20 de janeiro. A ideia é realizar, no dia 14 deste mês, pelo menos seis cirurgias, que demoram em média entre uma hora e trinta minutos a duas horas, cada procedimento.

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