Campanha de vacinação contra febre amarela termina em São Paulo

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Publicado sexta-feira, 16 de março de 2018 as 13:57, por: CdB

O Brasil confirmou 920 casos e 300 mortes no período de 1º julho de 2017 a 13 de março deste ano. No mesmo período do ano passado, foram registrados 610 casos e 196 mortes

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

A campanha de vacinação do governo do estado de São Paulo contra a febre amarela terminou nesta sexta-feira na capital e mais 53 cidades. De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde no último dia 9, neste ano foram imunizados 7 milhões de paulistas contra a doença. O número é praticamente igual às 7,4 milhões de doses aplicadas ao longo de todo o ano de 2017. Considerando a vacinação no Estado desde 2007, mais de 21 milhões de pessoas já estão protegidas.

A campanha de vacinação do governo do estado de São Paulo contra a febre amarela terminou nesta sexta-feira na capital e mais 53 cidades

O Brasil confirmou 920 casos e 300 mortes no período de 1º julho de 2017 a 13 de março deste ano. No mesmo período do ano passado, foram registrados 610 casos e 196 mortes. Ao todo, foram notificados 3.483 casos suspeitos, sendo que 1.794 foram descartados e 769 permanecem em investigação. Os maiores números de mortes foram registrados em Minas Gerais (130), São Paulo (120) e Rio de Janeiro (49).

Áreas verdes

O Zoológico de São Paulo, o Zoo Safári e o Jardim Botânico, na Zona Sul da capital; foram reabertos nesta quinta-feira. Os parques fecharam em 23 de janeiro; após a constatação da morte de um bugio por febre amarela.

Avisos nas entradas dos três parques orientam o público sobre a importância de estar vacinado contra a febre amarela, no mínimo 10 dias antes da visita.

A decisão de reabertura ocorreu depois que as secretarias da Saúde e do Meio Ambiente  classificaram a presença do vírus na área como um fato isolado e restrito; com baixo risco para a transmissão em humanos. Atualmente 29 parques na capital continuam fechados por precaução contra a febre amarela.

Estratégia

A prefeitura de São Paulo interrompeu a vacinação contra a febre amarela em postos de saúde da Zona Norte da cidade, área que oferece risco de surto da doença devido à proximidade com corredores ecológicos. Apenas duas unidades da região (Vila Palmeiras e Tucuruvi) continuam vacinando pessoas que vão viajar.

De acordo com a prefeitura, houve uma mudança de estratégia; já que o número de imunizados na Zona Norte ficou abaixo da meta de 2 milhões de pessoas. No total, foram vacinados 1,3 milhão de pessoas, o correspondente a 58% dos moradores dessa região.

A Zona Norte foi a primeira região de São Paulo a receber a campanha de vacinação; em setembro do ano passado. Na primeira semana, as unidades de saúde chegaram a vacinar 450 mil pessoas; número que caiu para 45 mil no final de novembro.

Nova estratégia

Nesta semana, a prefeitura informou que iniciará um levantamento, feito de casa em casa; para indicar quem são os moradores que ainda não receberam a vacina e quais os bairros com menor cobertura. “Em seguida, será definida a estratégia para a vacinação do público restante, que deverá começar nos próximos dias de forma escalonada”; informa a nota da administração municipal.

Casos no Brasil

O Ministério da Saúde (MS) divulgou, na terça-feira; dados atualizados sobre a ocorrência da febre amarela no país. Desde o dia 23, quando foi apresentado o último balanço; foram mais 83 casos de febre amarela, sendo que 28 vieram a óbito.

Ao todo, entre os dias 1º de julho de 2017 e 30 de janeiro de 2018, foram confirmados 213 casos de febre amarela no país e 81 mortes. A pasta também detalhou que 1.080 casos suspeitos foram analisados; sendo que 432 foram descartados e 435 continuam em investigação.

A circulação do vírus da febre amarela em áreas mais amplas do que vinha sendo observado nos anos anteriores; incluindo cidades com maior concentração de pessoas; tem gerado preocupação na população e busca por vacina em postos de saúde. Por isso, o governo federal decidiu a antecipar a campanha de imunização; com doses fracionadas, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

No entanto, o número de casos entre julho de 2016 e janeiro de 2017 foi maior que o que tem sido observado. Segundo o ministério, naquela época foram 468 casos confirmados e 147 óbitos.

Para viabilizar ações de combate à doença, a pasta se comprometeu a encaminhar aos estados R$ 54 milhões. Do total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo e R$ 30 milhões para Rio de Janeiro; onde na segunda-feira, o número de mortes pela doença chegou a nove, conforme informou a Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde.

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