Candidata a vacina testada no Brasil é aprovada para uso emergencial na China

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Publicado sexta-feira, 28 de agosto de 2020 as 11:09, por: CdB

A CoronaVac, candidata a vacina contra a covid-19 da chinesa Sinovac que está sendo testada no Brasil em estudo liderado pelo Instituto Butantan, foi aprovada em julho para uso emergencial na China como parte de um programa do país asiático para vacinar grupos de alto risco, como profissionais médicos.

Por Redação, com Reuters – de Pequim/Genebra

A CoronaVac, candidata a vacina contra a covid-19 da chinesa Sinovac que está sendo testada no Brasil em estudo liderado pelo Instituto Butantan, foi aprovada em julho para uso emergencial na China como parte de um programa do país asiático para vacinar grupos de alto risco, como profissionais médicos, disse uma pessoa familiarizada com a situação.

Profissional de saúde segura caixa de potencial vacina contra covid-19 da chinesa Sinovac durante testes em Porto Alegre
Profissional de saúde segura caixa de potencial vacina contra covid-19 da chinesa Sinovac durante testes em Porto Alegre

A China National Biotec Group (CNBG), uma unidade da gigante farmacêutica estatal China National Pharmaceutical Group (Sinopharm), também disse que obteve aprovação para uso emergencial para uma candidata a vacina contra o coronavírus em publicação na plataforma de mídia social WeChat no domingo.

Há um acordo entre a Sinopharm e o governo do Paraná para que uma candidata a vacina da farmacêutica chinesa seja testada no Brasil.

A CNBG, que tem duas candidatas a vacina na Fase 3 dos ensaios clínicos, a última antes do registro, não disse qual delas obteve aprovação para uso emergencial.

A China tem administrado vacinas experimentais contra o coronavírus em pessoas que pertencem a grupos de alto risco desde julho, e uma autoridade de saúde disse à mídia estatal em entrevista que foi ao ar na semana passada que as autoridades podem considerar expandir modestamente o programa de uso emergencial para tentar evitar surtos durante o inverno e o outono do Hemisfério Norte.

Oficialmente, a China divulgou poucos detalhes sobre quais candidatas a vacinas foram aplicadas a pessoas de alto risco sob o programa de uso emergencial e quantas pessoas foram vacinadas.

Programa emergencial

A mídia estatal informou em junho, antes do programa emergencial, que funcionários de empresas estatais que viajam para o exterior tiveram permissão para tomar uma das duas vacinas desenvolvidas pelo CNBG, ao mesmo tempo que as Forças Armadas chinesas também aprovaram o uso da candidata a vacina da CanSino Biologics.

Sete potenciais vacinas contra o coronavírus estão em estágio avançado de testes ao redor do mundo e quatro delas são chinesas.

Mas até agora nenhuma vacina passou por essa fase de testes, que busca provar que ela é segura e eficaz, condição normalmente exigida para obter aprovação dos órgãos reguladores para aplicação em massa. A covid-19 já matou mais de 800 mil pessoas em todo o mundo.

Covax

Países mais ricos que se filiarem ao plano de vacinas contra covid-19 da Organização Mundial da Saúde (OMS) terão uma nova opção para escolher quais vacinas obterão e ao mesmo tempo poderão se reservar o direito de receber sua “cota completa” de doses, como mostram documentos vistos pela Reuters.

A mudança parece ter o objetivo de convencer governos que negociam seus próprios acordos bilaterais de vacinas experimentais a também se filiarem ao programa global Covax até o prazo final de segunda-feira para manifestar seu interesse.

“Eles estão tentando ser mais flexíveis para países que se autofinanciam para torná-lo mais interessante… existem algumas vantagens em incentivar você a pagar adiantado”, disse um diplomata ocidental a par dos termos.

Estados Unidos, Japão, Reino Unido e União Europeia firmaram seus próprios acordos para garantir milhões de doses de vacinas contra covid-19 para seus cidadãos, ignorando os alertas da OMS de que o “nacionalismo da vacina” limitará os suprimentos.

A OMS não respondeu a um pedido de comentário. À agência inglesa de notícias Reuters não conseguiu determinar se os documentos são a oferta final. O documento com os novos termos e condições tem data de 5 de agosto.

A oferta é o sinal mais recente da preocupação da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) a respeito de seu esforço de unir o mundo em torno de sua vacina enquanto se empenha em convencer países mais ricos a levarem seu envolvimento além das promessas de financiamento e das palavras reconfortantes sobre doações de vacinas excedentes.

Não está claro se os novos termos bastarão para reconquistar a UE, que disse a seus países-membros que eles podem ajudar a custear o programa, mas não podem tentar comprar vacinas por meio dos dois esquemas.

O plano mais recente da OMS, divulgado a seus 194 integrantes nos últimos dias, promete “negociar o melhor preço possível dos fabricantes” e estabelecer um “mercado” para comercializar ou vender doses.

O prazo para confirmar um compromisso é 18 de setembro, e o pagamento adiantado deve ocorrer até 9 de outubro.

Lançado no final de abril, o programa Covax foi concebido para servir como uma “apólice de seguro inestimável para garantir o acesso a vacinas contra covid-19 seguras e eficientes” por meio de um portfólio de vacinas experimentais usando uma gama ampla de tecnologias, disse a OMS.

Até o momento, ele conta com nove vacinas experimentais, e almeja proporcionar ao menos 2 bilhões de doses de vacinas aprovadas até o final de 2021 para garantir um “acesso igualitário”.

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