Candidatos da direita usam perfis falsos para disseminar discurso de ódio

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Publicado quinta-feira, 5 de julho de 2018 as 18:53, por: CdB

Os pré-candidatos com o maior índice de perfis falsos entre os seguidores são ligados à extrema-direita. Alvaro Dias (Podemos), 64%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 46% e Marina Silva (Rede), com 36%. Ao menos um em cada três (34%) perfis que formam a audiência de Jair Bolsonaro (PSL) também é um robô.

 

Por Redação – de São Paulo

Estudo realizado pelo Instituto InternetLab aponta que a maioria dos candidatos ligados ao campo da direita e da extrema direita usam recursos condenáveis para disseminar o discurso de ódio que têm dominado a cena política brasileira. O principal deles é o pré-candidato Alvaro Dias (Podemos) que, no Twitter, mantém em torno de 64% de perfis falsos, também conhecidos como bots ou robôs.

Álvaro Dias lidera o ranking dos pré-candidatos que usam mais recursos questionáveis na internet
Álvaro Dias lidera o ranking dos pré-candidatos que usam mais recursos questionáveis na internet

Depois dele, os pré-candidatos com o maior índice de perfis falsos entre os seguidores são Geraldo Alckmin (PSDB), com 46%, Marina Silva (Rede), com 36%. Ao menos um em cada três (34%) perfis que formam a audiência de Jair Bolsonaro (PSL) também é um robô.

Na outra ponta, o pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL), no campo da esquerda, é o que têm o menor percentual (14%) de seguidores falsos, seguido do ultradireitista João Amoêdo (Novo).

Manuela D’Avila (PCdoB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm 22% de robôs entre os perfis. Henrique Meirelles (MDB), Flávio Rocha (PRB) e Ciro Gomes (PDT) têm entre 24% e 32% de seguidores não autênticos.

Audiência distorcida

A coleta de dados no Twitter foi realizada entre os dia 4 e 28 de junho de 2018, e os perfis falsos identificados por meio da ferramenta Botometer, combinada a outros algoritmos. Esses perfis falsos, ou bots, têm a função de alavancar a audiência das páginas artificialmente e, em contextos de disputas eleitorais, “podem ser empregados dessa forma para distorcer a dimensão de movimentos políticos, manipular e radicalizar debates, e criar falsas percepções sobre disputas e consensos nas redes sociais”, aponta o relatório do InternetLab.

Apesar de causarem deformações importantes no debate político virtual, não é possível afirmar que os pré-candidatos adquiriram os seguidores ilicitamente, segundo o Instituto, que também lembra que o Brasil hospeda o 8º maior número de bots do mundo. O fenômeno também não é novo, e foi percebido por aqui pelo menos desde 2011.

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