Capitais fazem manifestações em memória de Marielle Franco

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Publicado quinta-feira, 15 de março de 2018 as 14:43, por: CdB

Na capital paulista, também às 17h, o Psol convocou um ato público no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Em Belo Horizonte, o protesto contra o assassinato da vereadora foi na Praça da Estação, no Centro da capital mineira

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Diversas capitais tiveram nesta quinta-feira manifestações de luto, protestos e cobrança de investigações sérias pela morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol). Ela foi executada a tiros na noite anterior, na capital Fluminense. Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que dirigia o carro em que foram abordados, também foi executado.

Marielle estava no primeiro mandato como parlamentar e elegeu-se com a quinta maior votação do município

Uma marcha partiu da Assembleia Legislativa do Rio, seguiu para a Cinelândia; no Centro da cidade. “Marielle fez sua parte e hoje descansa ao lado de Malcolm X e Luther King. Nós continuamos aqui e precisamos lutar”; diz o coletivo Botafogo Antifascista, que convoca o ato. Até as 9h30 desta quinta-feira, cerca de 28 mil pessoas haviam confirmado presença.

Na capital paulista, também às 17h, o Psol convocou um ato público no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Em Belo Horizonte, o protesto contra o assassinato da vereadora foi na Praça da Estação; no Centro da capital mineira, a partir das 17h30.

Outras capitais também fizeram suas homenagens e protestos. Em Curitiba, um ato foi realizado as escadarias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade, no centro.

Na capital gaúcha, a concentração foi na Esquina Democrática, no cruzamento da Avenida Borges de Medeiros com a Rua da Praia. Já em Brasília, será realizada uma manifestação em frente ao Congresso Nacional. Ambos se iniciaram às 17h.

Imprensa internacional

O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), ocorrido na noite de quarta-feira; no Rio de Janeiro, repercutiu nos principais jornais do mundo. Veículos de Estados Unidos, Reino Unido e Venezuela destacaram a morte da parlamentar e sua biografia. O motorista Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que dirigia o carro em que foram abordados, também foi executado.

O caso apareceu em reportagens do New York Times, do Washington Post e da emissora ABC. “Um membro da Câmara da cidade e seu motorista foram mortos a tiros por dois assaltantes não identificados em uma rua no centro; no Rio de Janeiro, a segunda maior cidade do Brasil; onde militares foram convocados há um mês após uma onda de violência”, diz o texto, que tem como origem a agência Associated Press.

Já a emissora multiestatal venezuelana teleSUR lembrou que Marielle era uma das vozes mais “combativas contra a ocupação militar das favelas do Rio de Janeiro”. “Um dia antes de seu assassinato, a jovem socióloga havia denunciado a ação brutal e os contínuos abusos de direitos humanos por parte do exército na região de Irajá, na comunidade de Acari”, relata.

Ativista

O britânico The Guardian ressalta que Marielle era ativista e especialista na análise de violência da PM. Além disso, o jornal reforça que a vereadora chegou a acusar os policiais de serem agressivos ao abordar os moradores das favelas do Rio. “Marielle Franco, vereadora e crítica da polícia, é executada a tiros no Rio”, diz o título da matéria.

O jornal peruano El Comercio, por sua vez, relatou o crime e ressaltou que a vereadora era crítica da intervenção federal na Segurança Pública do estado.

Já o veículo português Esquerda.net afirmou que o Movimento Feminista Por Todas Nós vai organizar uma vigília em Lisboa para homenagear Marielle, o que deve ocorrer no próximo dia 19.

ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil manifestou consternação com o assassinato da defensora dos direitos humanos. Em nota, a entidade diz que espera rigor na investigação do caso e breve elucidação; com responsabilização pela autoria do crime. “Quinta vereadora mais votada nas eleições municipais de 2016; Marielle era um dos marcos da renovação da participação política das mulheres, diferenciando-se pelo caráter progressista em assuntos sociais no contexto da responsabilidade do Poder Legislativo local”, afirma a organização na nota.

Marielle, 38 anos, estava dentro de um carro no bairro de Estácio; centro da capital Fluminense; quando criminosos emparelharam o veículo e abriram fogo. Foram disparados ao menos oito tiros contra o Chevrolet Agile. O motorista do automóvel onde estava a carioca, Anderson Pedro Gomes, também morreu. Os autores dos disparos não levaram nada.

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