Carnaval toma as ruas do Rio apesar da violência e da febre amarela

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Publicado sábado, 10 de fevereiro de 2018 as 20:30, por: CdB

Mais de 6 milhões de pessoas, incluindo 1,5 milhão de visitantes, descem às ruas do Rio para a celebração do carnaval.

 
Por Redação – do Rio de Janeiro

 

O carnaval tomou as ruas do Rio de Janeiro, a partir deste sábado até quarta-feira, enquanto foliões dançam e bebem em blocos dispersos pela cidade. Não importa a onda de crimes na cidade e o aumento dos casos de febre amarela.

O Cordão da Bola Preta, no Rio, reúne cerca de 1 milhão de foliões e dá largada ao carnaval
O Cordão da Bola Preta, no Rio, reúne cerca de 1 milhão de foliões e dá largada ao carnaval

Mais de 6 milhões de pessoas, incluindo 1,5 milhão de visitantes, descem às ruas do Rio para a celebração anual; que coloca as 13 melhores escolas de samba da cidade umas contra as outras, em paradas ornamentadas que podem custar mais de US$ 2 milhões cada.

Tiroteios

Para lançar a “maior festa do mundo” na sexta-feira, autoridades entregaram uma chave brilhante da cidade ao Rei Momo; figura que preside a festa e que, de acordo com a lenda, foi expulso do Monte Olimpo antes de se mudar para o Rio, a “Cidade Maravilhosa”.

Mas as celebrações deste ano ocorrem em meio a uma escalada da violência.

Os ganhos feitos após a polícia começar o programa de “pacificação” em 2008, expulsando gangues de drogas das favelas, tem se desfeito. Uma crise econômica secou fundos e críticos dizem que o governo não cumpriu promessas de avanços sociais para as favelas.

Relatos de tiroteios ficaram em uma média de 22 por dia em janeiro de 2018; acima dos 16 do ano passado, disse o Fogo Cruzado. É o grupo que rastreia a violência armada no Rio.

‘Corações dilacerados’

Nos últimos dias, uma menina de três anos foi morta em uma tentativa de assalto. Um garoto de 13 anos morreu no tiroteio entre policiais e traficantes; enquanto fazia seu caminho para casa após um jogo de futebol.

— Vivemos com nossos corações dilacerados por tanta violência — disse o prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

No evento de inauguração das festividades, na véspera, Crivella acrescentou que “o Carnaval, nesse momento, é sobre ressurgimento, sobre esperança”.

O Rio irá aumentar sua força policial para cerca de 17 mil para a festa após o governo federal negar o pedido de tropas para ajudar a reforçar a segurança.

Febre amarela

O Brasil também está lutando contra um aumento na febre amarela; doença viral transmitida por mosquitos nas regiões tropicais. Foram, até agora, 98 mortes e 353 casos confirmados desde julho de 2017.

Mesmo assim, os participantes do festival devem deixar R$ 3,5 bilhões na cidade, com alguns pagando mais de US$ 1 mil por ingressos para assistir às melhores escolas de samba desfilando no Sambódromo.

O carnaval, cujas raízes estão na tradição da indulgência carnal antes da austera temporada católica romana da Quaresma, acaba oficialmente na próxima quarta-feira. 

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