Casa Branca vê possível progresso em negociação comercial com China

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Publicado segunda-feira, 7 de outubro de 2019 as 12:39, por: CdB

“É possível que algum progresso adicional seja feito com a China até o fim da semana”, disse Larry Kudlow.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou nesta segunda-feira ser possível que os negociadores dos Estados Unidos e da China avancem ao se reunir em Washington nesta semana, e disse que os EUA estão abertos para qualquer proposta que os chineses levem.

– Recentemente alguns dos comunicados que vieram de Pequim têm sido um pouco mais positivos. Eles estão no mercado comprando algumas commodities agrícolas dos EUA —soja, carne suína, trigo e outras coisas. Esse é um bom sinal – disse ele em entrevista à Fox News.

A Casa Branca informou que importantes autoridades dos EUA irão receber uma delegação chinesa para negociações comerciais com início na quinta-feira
A Casa Branca informou que importantes autoridades dos EUA irão receber uma delegação chinesa para negociações comerciais com início na quinta-feira

– É possível que algum progresso adicional seja feito com a China até o fim da semana – disse ele.

China aumenta importação de soja

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos registrou nesta segunda-feira novas exportações de soja para a China, nas mais recentes aquisições da maior compradora global da oleaginosa antes de negociações comerciais de alto nível com os Estados Unidos.

O USDA afirmou que exportadores informaram a venda de 198 mil toneladas de soja para a China para entrega no ano comercial 2019/20, que começa em 1° de setembro. Outras 240 mil toneladas de soja foram negociadas para entrega em destinos não informados, o que segundo operadores refere-se muitas vezes à China.

A Casa Branca confirmou na manhã desta segunda-feira que importantes autoridades dos EUA irão receber uma delegação chinesa de alto escalão para negociações comerciais com início na quinta-feira.

A China fechou compras de cerca de 3,5 milhões de toneladas de soja dos EUA desde o início de setembro. O país tem originado o grosso de suas compras da América do Sul desde o início de sua disputa comercial com os norte-americanos em 2018.

A China concedeu isenções de tarifas para diversos importadores na compra de soja dos EUA como gesto de boa vontade antes das negociações.

Guerra comercial

“Não é mais uma probabilidade, é uma realidade: a crescente guerra comercial entre Estados Unidos e China e o fortalecimento do dólar parecem estar causando danos mensuráveis em fabricantes de produtos dos EUA que dependem de mercados globais”, afirma Stephen Culp, correspondente da agência norte-americana de notícias Reuters.

Em artigo publicado em 29 de setembro, o jornalista afirma que “os participantes do mercado terão um quadro da extensão na qual as tensões comerciais e a moeda forte têm prejudicado o setor manufatureiro norte-americano quando o ISM divulgar na terça-feira seu índice de gerentes de compras (PMI) de setembro”.

“O relatório de agosto mostrou o setor manufatureiro, que representa cerca de 12% da economia dos EUA, contraindo pela primeira vez em três anos e meio. Ainda mais preocupante, o índice que mede o componente de exportação atingiu uma mínima em mais de dez anos”, acrescenta.

Tarifas

O índice do dólar, que mede o valor da moeda dos EUA contra uma cesta das principais moedas mundiais, alcançou uma máxima em 29 meses em 3 de setembro, no mesmo dia em que o ISM divulgou seus fracos números do PMI.

A China já implementou tarifas sobre cerca de US$ 110 bilhões em mercadorias dos EUA como reação às taxas impostas pelo presidente Donald Trump sobre importações vindas da China.

Em retaliação, Pequim anunciou em agosto novos aumentos de cobranças. A primeira rodada de elevação de tarifas entrou em vigor no início deste mês e a segundo está prevista para 15 de dezembro.

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