Caso Marielle: Bolsonaro nega tentar obstruir investigação

Arquivado em: Política, Últimas Notícias
Publicado segunda-feira, 4 de novembro de 2019 as 11:22, por: CdB

Bolsonaro já havia afirmado no fim de semana, após dizer que Carlos tinha acessado a gravação para evitar que fosse “adulterada”, que o fato não representava qualquer tipo de obstrução.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro voltou a negar que o fato de seu filho Carlos ter acessado o sistema de gravação de áudio do condomínio onde mora para rebater depoimento de um porteiro que citou o presidente nas investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco tenha representado algum tipo de obstrução.

– Que obstrução? Apenas eu falei com meu filho, ele foi na portaria, coisa que qualquer um dos 150 moradores do condomínio podem fazer, colocou a data 14 de março do ano passado, e todas as ligações para a minha casa e a casa dele, colocou o áudio, e filmou esse áudio, nada mais além disso – disse Bolsonaro em entrevista à TV Record exibida na noite de domingo.

Bolsonaro já havia afirmado no fim de semana, após dizer que Carlos tinha acessado a gravação para evitar que fosse “adulterada”, que o fato não representava qualquer tipo de obstrução.
Bolsonaro já havia afirmado no fim de semana, após dizer que Carlos tinha acessado a gravação para evitar que fosse “adulterada”, que o fato não representava qualquer tipo de obstrução.

Bolsonaro já havia afirmado no fim de semana, após dizer que Carlos tinha acessado a gravação para evitar que fosse “adulterada”, que o fato não representava qualquer tipo de obstrução.

Na quarta-feira, Carlos Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que acessava o sistema de gravação de áudio da portaria do condomínio para mostrar, segundo ele, que o porteiro que citou o nome de Bolsonaro nas investigações da morte de Marielle não tinha falado a verdade.

O vídeo foi publicado após reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, afirmando que o porteiro disse em depoimento que Élcio Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no assassinato da vereadora do Rio de Janeiro e de seu motorista Anderson Gomes, em março do ano passado, entrou no condomínio afirmando que ia à casa de Bolsonaro e que teve a entrada autorizada pelo “seu Jair”.

Queiroz, de acordo com a reportagem que cita o depoimento, teria, na verdade, ido à residência de Ronnie Lessa, acusado de efetuar os disparos que mataram Marielle e Anderson. Lessa mora no mesmo condomínio de Bolsonaro.

Na reportagem, o Jornal Nacional disse que o sistema de presença da Câmara dos Deputados mostra que Bolsonaro estava em Brasília no dia do assassinato de Marielle, o mesmo em que Queiroz teria visitado Lessa no condomínio.

O presidente confirmou que estava em Brasília e fez duros ataques à TV Globo e ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a quem acusou de vazar as investigações, que correm sob segredo de Justiça.

O Ministério Público do Rio de Janeiro, que lidera a apuração do caso Marielle junto com a polícia do Rio de Janeiro, afirmou no mesmo dia em que Carlos fez a gravação que o porteiro do condomínio mentiu, uma vez que as investigações apontam que é de Ronnie Lessa a voz que aparece em uma gravação autorizando a entrada de Élcio Queiroz.

Após a reação do MPRJ, uma das promotoras que atuam no caso decidiu se afastar da apuração da morte de Marielle e Anderson depois que foram reveladas publicações dela em redes sociais de apoio a Bolsonaro durante a campanha eleitoral do ano passado.

Bolsonaro acusa Witzel

No sábado, o presidente Jair Bolsonaro acusou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de manipular o processo sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) no ano passado para incluir seu nome e de estar usando a “máquina do estado” para perseguir a ele, parentes e amigos com o objetivo de se tornar presidente da República.

Durante a semana, Bolsonaro teve seu nome envolvido quando reportagem da TV Globo informou que um porteiro depôs na investigação da Polícia Civil do Rio sobre a morte de Marielle e mencionou que Élcio Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no assassinato da vereadora e de seu motorista Anderson Gomes, em março do ano passado, entrou no condomínio afirmando que ia à casa de Bolsonaro e que teve a entrada autorizada pelo “seu Jair”.

Posteriormente, o Ministério Público do Rio informou que o porteiro mentiu no depoimento.

– Quem está por trás disso? Não tenho dúvida, governador Witzel, que só se elegeu graças a meu filho, (senador) Flávio Bolsonaro, que colou nele o tempo todo – disse.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *