Casos de overdose de opioides aumentam 30% nos Estados Unidos

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Publicado quarta-feira, 7 de março de 2018 as 10:20, por: CdB

Em apenas um ano, explosão no número de casos é registrada em todas as regiões do país. Estados Unidos enfrentam epidemia de grupo de drogas que inclui heroína

Por Redação, com DW – de Nova York:

Os casos de overdose de opioides nos Estados Unidos aumentaram 30% entre 2016 e 2017, apontou um relatório dos Centros para Controle e Prevenção de Doença dos EUA (CDC).

EUA enfrentam crise de opioides

O aumento no número de casos foi observado em todas as regiões do país. O relatório revelou também que entre julho de 2016 e setembro de 2017, mais de 142 mil pacientes deram entradas em hospitais com suspeita de overdose de opioides.

– Os dados revelam um aumento alarmante de overdoses de opioides. Essa epidemia está crescendo rápido e atinge homens e mulheres de todas as idades – afirmou a diretora interina do CDC, Anne Schuchat.

O maior aumento foi registrado na região centro-oeste do país, 69,7%, seguida pela oeste, 40,3%.

O relatório não divulgou dados sobre óbitos por overdose deste grupo de drogas com efeitos semelhantes à morfina; que inclui a heroína e o mais forte fentanyl. Porém, um aumento destas mortes já havia sido registrado nos últimos anos.

Em 2016, mais de 63 mil pessoas morreram por overdose de drogas no país; um aumento de 21,4% em relação a 2015. Quase dois terços dos óbitos ocorreram devido ao uso de opioides. Os óbitos devido a esse tipo de substância cresceram 27,7% em relação ao ano anterior.

Crise de opioides

“Silêncio – Sala íntima”, lê-se numa placa de um hospital em Maryland. “Eu não queria ir até lá, porque sabia para que servia aquele quarto”; lembra-se Toni Torsch. Mas, finalmente, ela teve que ir e enfrentar o que os médicos tinham para dizer. Foi em 3 de dezembro de 2010, o dia em que seu filho Daniel morreu de uma overdose acidental de heroína.

Ele tinha 24 anos e era dependente de opioides (drogas com efeitos semelhantes à morfina); um vício que havia desenvolvido sete anos antes. Um médico lhe prescrevera o analgésico oxicodona para ajudar a aliviar a dor de uma lesão ocorrida quando jogava futebol. Foi quando começou o que ele chamava de “problema de pílulas”.

Depois do tratamento, ele continuou comprando o medicamento nas ruas ou na escola. Mais tarde, ele recorreu à heroína; que era mais barata e mais fácil de encontrar.

– Para ele, era vergonhoso e constrangedor – disse Torsch à agência de notícias alemã DW. “Ele não queria que ninguém soubesse.” Ao longo dos anos, contou a mãe; ele tentou superar o vício várias vezes seriamente; mas não conseguiu acalmar a “fera”, como ele chamava a sua dependência de opioides.

Epidemia de grupo de drogas que inclui heroína provocou cerca de 50 mil mortes nos Estados Unidos em 2016. Apesar de bons exemplos internacionais; país hesita em estabelecer locais de injeção supervisionada.

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