CBDU: esporte universitário mobilizou 80 mil atletas em 2017

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Publicado quinta-feira, 15 de março de 2018 as 11:34, por: CdB

Atletas, ex-atletas, instituições de ensino superior, federações estaduais, parceiros do movimento esportivo universitário foram homenageados no evento. Ao todo, em 2017, equipes brasileiras participaram de competições em cinco países

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Com o envolvimento de 800 instituições de ensino superior, o esporte universitário mobilizou cerca de 80 mil atletas-estudantes de todo o país em competições nacionais e internacionais no ano passado. O balanço foi apresentado na noite de quarta-feira em Brasília, durante a premiação Melhores do Ano, promovida pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU).

Esporte universitário mobilizou 80 mil atletas em 2017, mostra CBDU

Atletas, ex-atletas, instituições de ensino superior, federações estaduais, parceiros do movimento esportivo universitário foram homenageados no evento. Ao todo, em 2017, equipes brasileiras participaram de competições em cinco países;  incluindo a Universíade de Verão (Olimpíadas Universitárias) de Taipei (Taiwan). Em território nacional, foram 17 competições; incluindo a mais importante: os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), que reuniram mais de 4,7 mil atletas em Goiânia.

CBDU

Para o presidente da CBDU, Luciano Cabral, o esporte universitário vive o seu melhor momento no Brasil, mas ainda é preciso mudar uma noção que separa educação e esporte. “O Brasil tem um equívoco cultural, onde as pessoas imaginam que esporte e educação não se associam. As nossas principais referências do esporte vêm do futebol e aí é dada muita ênfase de que eles não precisam estudar, que basta ter habilidade no esporte, ficar milionário e ir morar na Europa. Mas quem alcança isso é só um em 1 milhão. Os outros 99% se perdem no meio do caminho, por isso é preciso pensar na formação educacional”, afirmou.

Como reflexo da evolução buscada pelo Brasil, um resultado histórico foi alcançado em 2016. Mais da metade (53%) das 19 medalhas obtidas pelo país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foram de atletas que passaram pelo último ciclo, o de alto rendimento, no esporte universitário. “Quando analisamos os países que deram certo no esporte olímpico e paralímpico, são aqueles que têm como grande alicerce o esporte universitário”, disse o velejador Lars Grael, medalhista olímpico do Brasil, que foi homenageado no evento.

Formação plena

Autora do gol da vitória da seleção brasileira sobre o Japão na final do futebol feminino da Universíade de Taipei, no ano passado, Diany Martins sempre sonhou ser jogadora profissional. Hoje, é presença certa na lista de convocadas da seleção profissional de futebol feminino e coleciona títulos importantes no país, como o campeonato brasileiro de 2016, pelo Flamengo. Mesmo com uma trajetória profissional consolidada, Diany nunca cogitou deixar de lado a educação. Eu sempre quis ser jogadora profissional, mas nunca deixei os estudos. Atualmente, estou no quarto semestre de engenharia de produção, pela Universo, onde tenho bolsa. Formação ajuda muito na evolução pós-atleta. Ainda vivo do esporte, mas quando eu parar vou precisar de uma profissão”, afirmou.

– A carreira de atleta é muito curta. Depois disso, a gente precisa dar sequência na vida – discursou o campeão olímpico de judô nos Jogos de Barcelona (1992), Rogério Sampaio, atual secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte.

Para o atleta-estudante Ítalo Manzini Garofalo, medalha de prata nos 50 metros rasos de natação na Universíade de Taipei, o esporte universitário tem um papel; que vai além do desenvolvimento esportivo. “A formação de base hoje no Brasil ainda está nas mãos dos grandes clubes; com foco em levar o atleta para o profissional. Isso limita a participação dos jovens que não se profissionalizam, acabam largando o esporte e ficam sem perspectiva. O esporte universitário consegue fazer bem essa ponte entre o amador e o profissional. Enquanto o atleta universitário continua praticando o esporte, ele aprende outro ofício. Esporte e educação caminham juntos nessa jornada”, observou.

Instituições

Para a CBDU, o esporte universitário ainda está longe de mostrar todo o seu potencial no Brasil, já que apenas cerca de 30% das mais de 2,4 mil instituições de ensino superior se envolvem no calendário anual de jogos e competições. Para gestores que deram alguns passos, falta ainda um conjunto de políticas públicas sistemáticas para o setor. “Investimento em infraestrutura adequada, formação de recursos humanos e fomento da ciência que vai dar suporte a esse esporte são questões ainda em aberto no país”, observa Alexandre Rezende, diretor de Esporte e Lazer da Universidade de Brasília (UnB), premiada com o segundo lugar entre as 10 melhores instituições do país no esporte universitário em 2017. Além da UnB, as universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Ceará (UFC) estão nesse grupo, ocupando a 4ª e a 8ª posições, respectivamente. As demais são universidades privadas.

EBC homenageada

Representada pela jornalista Nádia Franco, editora da Agência Brasil, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC); foi homenageada pela CBDU como um dos veículos de imprensa que mais contribuíram; para a difusão do esporte universitário do país, no ano passado. Os veículos públicos da EBC se engajaram em uma extensa cobertura dos principais jogos do calendário do esporte universitário, incluindo a Universíade de Taipei e os JUBs, em Goiânia.

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