Cedae promete normalizar gosto e odor da água, até semana que vem

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Publicado quarta-feira, 15 de janeiro de 2020 as 14:34, por: CdB

O presidente da Cedae, Hélio Cabral, pediu desculpas à população pelos transtornos e afirmou que a presença da geosmina, um tipo de alga, foi detectada.

Por Redação, com agências de notícias – do Rio de Janeiro

A diretoria e o corpo técnico da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) afirmaram, durante coletiva nesta quarta-feira, que a água captada e distribuída pela companhia à população do Rio de Janeiro não oferece riscos à saúde e garantiu que na próxima semana a água voltará ao normal.

Segundo companhia, substância proveniente de alga tem causado alterações na água fornecida
Segundo companhia, substância proveniente de alga tem causado alterações na água fornecida

De acordo com o gerente de controle de qualidade da água, Sérgio Marques, a água que sai do Guandu tem condições de potabilidade. “Os resultados mostram a presença da geosmina, em concentração suficiente para mudar o gosto.

Há informações que estão disponíveis no site. Não existe risco em função do gosto da água que estamos observando”, garantiu.

O presidente da Cedae, Hélio Cabral, pediu desculpas à população pelos transtornos e afirmou que a presença da geosmina, um tipo de alga, foi detectada na última sexta-feira e a empresa fez a compra do carvão ativado. “A gente conseguiu diagnosticar e prognosticar e iniciar o processo de implantação”, alegou Cabral, destacando que a água fica com gosto e cheiro de terra, mas não faz mal à saúde.

Segundo ele, na próxima semana a água proveniente do Guandu não terá mais a presença da geosmina. “No Guandu, na semana que vem, com certeza a gente tem água saindo sem geosmina”, destacou.

No entanto, os reservatórios residenciais de mais 6 mil litros podem ficar por “bastante tempo” com a presença de geosmina, mesmo depois da solução do problema no reservatório de Guandu.

– Na hora que a água sai do Guandu, em menos de 24 horas os reservatórios vão ter sua água trocada. Se a água está suja, num reservatório de seis mil litros, vai ficar por bastante tempo – explicou.

Apuração rigorosa

O governador do Rio, Wilson Witzel disse na terça-feira, pelo Twitter, que determinou uma “apuração rigorosa tanto da qualidade da água quanto dos processos de gestão” da Companhia de Águas e Esgotos do Estado (Cedae). Para o governador, são “inadmissíveis os transtornos que a população vem sofrendo por causa do problema na água” fornecida pela companhia.

Witzel disse, também pelas redes sociais, que a empresa deve acelerar uma solução definitiva para aprimorar a qualidade da água e do tratamento de esgoto das cidades próximas aos mananciais. “O consumidor não pode ser prejudicado”.

Mais de 1,5 milhão de pessoas de dezenas de bairros do município do Rio de Janeiro e de cidades da Baixada Fluminense reclamam há 11 dias da coloração e do odor da água distribuída pela Cedae,  que vem do reservatório da companhia, no Guandu.

Com isso, a água mineral praticamente desapareceu das prateleiras dos supermercados do Rio, com a corrida dos moradores da cidade ao produto.

O governador está passando férias com a família em Orlando, nos EUA, desde o final do ano e somente hoje, dia do seu retorno ao Rio, se manifestou por meio da rede social.

Na terça-feira passada, a Cedae, por meio de nota, informou que técnicos da companhia detectaram a presença da substância geosmina em amostras de água. A geosmina é uma substância orgânica produzida por algas e que não representa risco à saúde dos consumidores e que a água fornecida pode ser consumida pela população.

Na nota, a companhia informou que a substância altera o gosto e o cheiro da água. “O fenômeno natural e raro de aumento de algas em mananciais, em função de variações de temperatura, luminosidade e índice pluviométrico, causa o aumento da presença deste composto orgânico, levando a água a apresentar gosto e cheiro de terra. Casos semelhantes ocorreram no Rio de Janeiro 18 anos atrás; em São Paulo, em 2008, e em municípios dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Sul em 2018, por exemplo”, diz a nota.

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