Central sindical da Colômbia rejeita apelo do governo para encerrar greve

Arquivado em: América Latina, Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 3 de dezembro de 2019 as 12:37, por: CdB

Centenas de milhares de colombianos participaram dos protestos nas últimas duas semanas, ameaçando a proposta de reforma tributária do governo e levando Duque a anunciar um “grande diálogo nacional”.

Por Redação, com Reuters – de Bogotá

Uma grande central sindical da Colômbia que está apoiando uma terceira greve nacional em três semanas em oposição às políticas sociais e econômicas do presidente Iván Duque rejeitou nesta terça-feira um apelo para suspender o protesto e exigiu um diálogo direto com o governo.

Manifestantes protestam em Bogotá
Manifestantes protestam em Bogotá

Centenas de milhares de colombianos participaram dos protestos nas últimas duas semanas, ameaçando a proposta de reforma tributária do governo e levando Duque a anunciar um “grande diálogo nacional” sobre questões sociais.

Na segunda-feira, o governo pediu aos sindicatos e organizações estudantis que compõem o Comitê Nacional de Greve que cancelem o protesto de quarta-feira e concordem com um diálogo paralelo com o governo.

Protestos

Mas o chefe da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT) não se comoveu com o apelo.

– A greve não será revertida. Não concordamos com as condições que o governo está propondo, mas estamos dispostos a dialogar e explorar todas possibilidades – disse Diogenes Orjuela à Reuters por telefone.

– Não suspenderemos a greve. A ordem de entrar em greve amanhã, quarta-feira, 4 de dezembro, está mantida – disse Orjuela antes de participar de uma reunião entre o comitê e o governo.

A CUT tem mais de 500 mil filiados e é a maior central sindical do país.

Entre as 13 exigências que o comitê fez ao governo estão a rejeição de um aumento da idade de aposentadoria e um corte no salário mínimo dos jovens, ambas políticas que Duque afirma nunca ter apoiado.

O comitê, que convocou a greve original em 21 de novembro, exigiu que o governo só se reúna com ele, ao invés de incluir grupos do empresariado e outros nas conversas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *