Central sindical sublinha necessidade do apoio ao trabalhador

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Publicado quarta-feira, 10 de junho de 2020 as 15:10, por: CdB

A CUT realizou, ao longo das últimas 24 horas, um debate virtual com especialistas sobre a taxação de grandes fortunas e a reforma tributária. Para Nobre é preciso debater o tema neste momento em que o Estado é fundamental para garantir a sobrevivência de milhões de brasileiros.

Por Redação, com RBA – de São Paulo

Sem enfrentar a desigualdade social e de renda, o Brasil não conseguirá retomar a estabilidade e o crescimento econômico. Para o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, um dos caminhos para isso é consolidar uma renda básica permanente.

Presidente da Cut, o sindicalista Sérgio Nobre propõe um sistema de apoio aos trabalhadores mais carentes
Presidente da Cut, o sindicalista Sérgio Nobre propõe um sistema de apoio aos trabalhadores mais carentes

— Não podemos sair desta crise sem ter um programa de renda mínima permanente no Brasil, financiado com imposto sobre grandes fortunas — afirmou.

Pandemia

A CUT realizou, ao longo das últimas 24 horas, um debate virtual com especialistas sobre a taxação de grandes fortunas e a reforma tributária. Para Nobre é preciso debater o tema neste momento em que o Estado é fundamental para garantir a sobrevivência de milhões de brasileiros.

— A pandemia mostrou a importância do papel do Estado, a importância de ter políticas públicas, em especial no setor da saúde e na educação. O que seria de nós nesta pandemia se não fosse o Sistema Único de Saúde? — questionou Nobre, em entrevista ao canal popular de TV TVT.

Ainda segundo Nobre, existem “milhões de pessoas excluídas da economia brasileira e que precisam de apoio”.

— Há a necessidade de ter um programa de renda mínima permanente. Nós sabemos que os ricos não contribuem neste momento e essa crise abre uma oportunidade para a gente discutir isso no Brasil — acrescentou

Milionários

O presidente da CUT lembra que o imposto sobre grandes fortunas está previsto na Constituição desde 1988.

— Mas isso não anda porque os empresários, os milionários controlam o Congresso Nacional. Agora é o momento, a sociedade clama por um programa de renda mínima para proteger os trabalhadores. Para isso tem que ter um financiamento dessa política pública e é muito justo que milionários contribuam e que haja justiça tributária no Brasil — pontuou.

O debate desta terça-feira preparou um projeto a ser encaminhado, nos próximos dias, ao Congresso Nacional.