‘Centrão’ já cogita impeachment de Bolsonaro

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Publicado segunda-feira, 25 de janeiro de 2021 as 09:44, por: CdB

 

A irritação de Jair Bolsonaro e dos generais pendurados no laranjal, que voltam a rosnar contra a democracia, está explicada. O movimento pelo impeachment do genocida está crescendo. Agora, segundo o site Congresso em Foco, até parlamentares do Centrão, que hoje garante a sobrevivência do presidente, já “cogitam” essa possibilidade.

Por Altamiro Borges – de São Paulo

A irritação de Jair Bolsonaro e dos generais pendurados no laranjal, que voltam a rosnar contra a democracia, está explicada. O movimento pelo impeachment do genocida está crescendo. Agora, segundo o site Congresso em Foco, até parlamentares do Centrão, que hoje garante a sobrevivência do presidente, já “cogitam” essa possibilidade.

O movimento pelo impeachment do genocida está crescendo

A reportagem informa que “um deputado filiado a um partido do Centrão disse ao Congresso em Foco que a palavra impeachment ganhou força nos últimos dias nos grupos de troca de mensagem de parlamentares. ‘Antes era uma abstração. Agora entrou no plano concreto das cogitações’, afirmou”.

“Segundo esse parlamentar, que pediu para não ter a identidade revelada, até mesmo deputados do Centrão, bloco informal de partidos que apoia o presidente Jair Bolsonaro, passaram a levantar essa hipótese na última semana”, acrescenta o site que transita pelos bastidores do Congresso Nacional.

A ideia do impeachment ganhou novo impulso a partir das notícias chocantes das mortes por asfixia em Manaus e dos erros grosseiros cometidos na importação dos insumos da China para a produção das vacinas. Estes foram “os principais combustíveis da insatisfação dos deputados”.

Segundo o parlamentar ouvido, “não há, ainda, aquela vibração que havia no impeachment da Dilma. Mas isso pode mudar dependendo da pressão da opinião pública”. Ele também afirma que percebe maior agitação nas suas redes sociais, com cobrança de seguidores por uma postura mais dura contra o governo federal.

A pressão decisiva das ruas

A especulação sobre a possível ampliação da frente contra Jair Bolsonaro já havia sido feita pela Folha. O articulista Igor Gielow noticiou que “a debacle do governo na chamada ‘guerra da vacina’ contra o governador João Doria (PSDB-SP) fez com que a palavra impeachment deixasse de ser uma exclusividade de discursos públicos da oposição”.

“Líderes de partidos centristas, inclusive do Centrão, passaram a discutir com desenvoltura o tema. O ‘isso não tem chance de acontecer’ deu lugar a um cauteloso ‘olha, depende’ nas conversas… Obviamente isso não significa que o presidente está sob risco imediato, mas o horizonte que havia desanuviado para ele a partir da prisão de Fabrício Queiroz em 18 de junho de 2020 voltou a ter nuvens carregadas”.

A Câmara Federal já acumula 62 pedidos de impeachment e há uma tendência de aumento da pressão das ruas. Carreatas, panelaços e outros protestos estão previstos, inclusive com a presença de grupos de direita, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua, que apoiaram o fascista nas eleições. O “capetão” que se cuide!

 

Altamiro Borges, é jornalista.

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil

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