Cerca de 500 sírios foram atendidos com sintomas de ataque químico, diz OMS

Arquivado em: Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 11 de abril de 2018 as 14:29, por: CdB

Os dados da OMS estimam de maneira mais concreta o número de vítimas do suposto ataque químico em Duma, a principal cidade de Ghouta Oriental, na periferia rural de Damasco

Por Redação, com EFE – de Londres:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira que 500 pessoas foram atendidas em hospitais em Duma, a menos de 17 quilômetros de Damasco, com sintomas de exposição a produtos químicos tóxicos e que 70 pessoas que estavam em porões morreram. A informação é da agência EFE.

OMS diz que 500 sírios foram atendidos com sintomas de ataque químico

Pelo menos 43 dos mortos apresentavam “sintomas relacionados a uma exposição a agentes químicos altamente tóxicos”; disse em comunicado à agência das Nações Unidas; após ter revisado as informações fornecidas por entidades com as quais trabalha e que apoia localmente.

Os dados da OMS estimam de maneira mais concreta o número de vítimas do suposto ataque químico em Duma; a principal cidade de Ghouta Oriental, na periferia rural de Damasco.

Duma foi o último núcleo urbano sob controle rebelde, do chamado Exército do Islã; que na última segunda-feira começou a retirar seus combatentes e evacuar a área; após a ofensiva lançada em fevereiro com o Exército sírio e seus aliados (Rússia e Irã) para recuperar a área de Ghouta Oriental.

O suposto ataque químico ocorreu no fim de semana. A OMS confirmou; que as possíveis vítimas apresentaram sintomas como irritação severa das membranas mucosas; dificuldades respiratórias e falhas no sistema nervoso central.

– Reivindicamos acesso imediato e sem obstáculos à área para atender os afetados e avaliar o impacto na saúde; assim como para apresentar uma resposta completa em termos de saúde pública – disse o diretor-adjunto da OMS, Peter Salama.

Desde o início de 2013, foram usadas armas químicas na Síria em pelo menos 35 casos; segundo a Comissão de Investigação da ONU.

Investigações

A OMS indicou que, durante as investigações forenses relacionadas a esses fatos, não cumpriu “nenhum papel formal” e que quando é denunciado um evento desse tipo, cabe à instituição realizar pesquisas epidemiológicas para iniciar medidas sanitárias de emergência.

Frente a denúncias recorrentes de ataques químicos na Síria, a OMS mantém no país equipamentos de proteção (para ONGs que atuam no atendimento de saúde) e antídotos, que foram distribuídos a hospitais em todo o país.

No ano passado, comboios levaram para Ghouta Oriental, incluindo Duma, antídotos para gás nervoso, como o sarin, mas a OMS lembrou que não há antídotos para o gás cloro nem para o agente vesicante, que ataca a pele.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *