Chafurdento, Bolsonaro delira no Dia do Chafurdo

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Publicado quarta-feira, 8 de setembro de 2021 as 10:13, por: CdB

 

As bravatas ficaram como bravatas e os lobos não mostraram os dentes, até porque boa parte deles já tem a dentadura fragilizada pela idade. A “marcha das pelancas fascistas”, em Brasília, que deveria ser uma explosão, foi um pequeno traque.

Por Wellington Duarte– de Brasília

Na terça-feira, estava sendo anunciado como sendo o fim do BraZil que conhecemos, e o começo de uma nova era, com o STF transformado em estacionamento de luxo, conforme um cartaz estampado por um patriota com camisa da CBF, que deambulava pelas ruas de Natal. Esse caminhante deve ter acordado hoje, cheio de dores pelo corpo, dada a sua avançada idade e com um gosto de guarda-chuva na boca, oriunda da carraspana que tomou, junto com seus amigos da quarta idade, para comemorar a vitória do ridículo e do insano neste país, outrora dito que seria “abençoado por Deus”.

Bolsonaro é um baderneiro desqualificado

Em Natal as manifestações foram um verdadeiro espetáculo bisonho, com demonstrações de burrice explícitas; gritos de velhinhos birrentos, fantasiados de rebeldes; jovens exibindo bíceps desenvolvidos sustentados por cérebros diminutos, todos eles bem barulhentos e intimidadores, sempre olhando com uma certa fúria para aqueles que passavam e sequer se davam ao trabalho de parar e observar.

Em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, reuniram-se os golpistas-fascistas, e o Mandrião como sempre proferiu aquele discurso com poucas palavras importantes, como sempre. O “furacão” que ameaçava invadir o STF dissipou-se em meio a distribuição farta de bebidas e exposição de frases antidemocráticas, boa parte delas também em inglês, embora a impressão é que boa parte delas não entende bulhufas da língua estrangeira.

As bravatas ficaram como bravatas e os lobos não mostraram os dentes, até porque boa parte deles já tem a dentadura fragilizada pela idade. A “marcha das pelancas fascistas”, em Brasília, que deveria ser uma explosão, foi um pequeno traque.

Mas Bolsonaro não deixou por menos e já preparou a pauta para o “day after”: convocar o Conselho da República para manter o chafurdo. É assim que funciona a mente doentia do presidente. Segundo esse elemento delirante, pode-se convocar esse Conselho sem convidar os conselheiros.

São Paulo

Em São Paulo, o auto dos desmiolados, que, financiados pelo dinheiro de empresários e insuflados por pastores paquidérmicos, viu seu “mito” sobrevoar a avenida Paulista, provocando delírios e orgasmos geriátricos, viu o Mandrião, sempre delirante, repetir seu discurso inflamado, ameaçando, como sempre, o STF e pretende, ao que parece, pegar a foto e mostrar aos líderes do Parlamento, para que estes, amedrontados deem o aval para que Bolsonaro simplesmente destitua os ministros do STF.

Bolsonaro é um baderneiro desqualificado, mas, como todo baderneiro que não é contido, torna-se uma ameaça ao seu meio social, e no caso do presidente, que decidiu não governar e sim chafurdar, seus crimes diários já teriam, numa democracia, provocado seu encarceramento, o meio social é o próprio país.

Ele sabe que a quantidade de crimes que cometeu, comete e cometerá até que o tranquem numa cela ou num hospício, o torna forte candidato a ser “convidado” de uma cela em Bangu 8 ou, quem sabe, na Papuda. Como toda fera acuada, ele mostra os dentes, range e ameaça atacar os que o estão encurralando. Ele precisa desse palco para manter seus admiradores em permanente estado de perturbação mental, cada vez mais agressiva.

O que parecia ser o fim do mundo, de acordo com esse elemento delirante, tornou-se o dia seguinte, com as forças políticas tendo que lutar permanentemente contra esse rato totalitário, até que ou por força da Lei ou das urnas, ele seja execrado da vida pública e retorne à sua sombria caverna da ignorância.

O 7 de setembro, que deveria ser uma data comemorativa da nossa independência, tornou-se sob essa caterva, um espetáculo deprimente, mas que também mostra que o presidente tem mais gogó do que força efetiva, pois o ele sonhava com um Golpe ontem, e amanheceu “chafurdento” como sempre.

 

Wellington Duarte, é professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Gande do Norte – UFRN, doutor em Ciência Política e presidente do Sindicato dos Professores da UFRN (ADURN-sindicato).

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil

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