Chefe da Inteligência do Sudão renuncia

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Publicado sábado, 13 de abril de 2019 as 11:34, por: CdB

Salah Abdallah Mohamed Saleh, conhecido como Salah Gosh, que comandava o Serviço Nacional de Segurança e Inteligência e era uma das pessoas mais influentes do país depois de Bashir, foi responsabilizado por manifestantes pela morte de diversas pessoas que protestavam pelo fim do poderio militar.

Por Redação, com Reuters – de Cartum

O chefe de Segurança e Inteligência do Sudão renunciou ao cargo neste sábado, reportou a imprensa estatal, um dia depois de o ministro da Defesa deixar o posto de líder interino abruptamente após a deposição do presidente Omar al-Bashir, enquanto manifestantes seguem exigindo mudanças.

O general Awad Mohamed Ahmed Ibn Auf, que havia assumido a liderança do autoproclamado governo de transição

Salah Abdallah Mohamed Saleh, conhecido como Salah Gosh, que comandava o Serviço Nacional de Segurança e Inteligência e era uma das pessoas mais influentes do país depois de Bashir, foi responsabilizado por manifestantes pela morte de diversas pessoas que protestavam pelo fim do poderio militar.

O ministro da Defesa, Awad Ibn Auf, renunciou como chefe do Conselho Militar de transição no fim da sexta-feira, após apenas um dia na função, à medida que manifestantes exigiram mudanças políticas mais rápidas.

O novo comandante do Conselho Militar, Tenente-General Abdel Fattah al-Burhan Abdelrahman, aceitou a renúncia de Gosh, reportou a agência estatal Suna neste sábado.

Acredita-se que Burhan seja um comandante militar mais preparado para dialogar com manifestantes.

Ele era o terceiro general mais sênior nas Forças Armadas sudanesas e é pouco conhecido pela vida pública. Como chefe das forças terrestres do Sudão, supervisionou tropas sudanesas que lutaram na guerra do Iêmen, liderada por sauditas, e tem relacionamento próximo a autoridades militares sêniores do Golfo.

Comemorações tomaram as ruas de Cartum durante a madrugada após a renúncia de Ibn Auf. Milhares de manifestantes tinham bandeiras e celulares acessos na escuridão, enquanto motoristas de carros tocavam suas buzinas. As pessoas cantavam: “o segundo caiu!”, uma referência a Ibn Auf e Bashir, afirmaram testemunhas.

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