Chefe de segurança de Macron que bateu em manifestantes é detido

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Publicado sexta-feira, 20 de julho de 2018 as 14:23, por: CdB

O agente de segurança, um dos mais próximos do presidente, está detido por “violência em grupo por parte de uma pessoa encarregada de uma missão de serviço público

PorRedação, com EFE – de Paris:

Alexandre Benalla, chefe de segurança do presidente da França, Emmanuel Macron, que se fez passar por policial e bateu em manifestantes nos protestos do dia 1 de maio, foi detido e o Palácio do Eliseu iniciou seu processo de demissão, informou nesta sexta-feira a imprensa francesa.

O agente de segurança, um dos mais próximos do presidente, está detido por “violência

O agente de segurança, um dos mais próximos do presidente, está detido por “violência em grupo por parte de uma pessoa encarregada de uma missão de serviço público, usurpação de funções e porte ilegal de distintivo reservado à autoridade pública”.

Além disso, por “cumplicidade em apropriação indevida de imagens procedentes de um sistema de videovigilância”, disseram à agência EFE fontes da Justiça.

Investigação

A Promotoria iniciou na quinta-feira uma investigação depois que o jornal Le Monde publicou um vídeo na quarta-feira durante a noite no qual era visto batendo em manifestantes, o que gerou uma tempestade política no país, onde a oposição acusa as autoridades de ter tentado esconder o caso.

Benalla foi suspenso do emprego e durante 15 dias privado das suas funções em matéria de organização da segurança dos deslocamentos do presidente, para passar a se encarregar de tarefas de segurança interna no Palácio do Eliseu, segundo a emissora “BFM TV”.

O canal informou hoje que o Elísio iniciou agora o processo de demissão depois que a Presidência foi informada de “novos fatos constitutivos de uma falta” por parte do agente e que são objeto “de um processo na Justiça”.

A “BFM TV” acrescentou que três policiais foram suspensos no marco desse caso, suspeitos de ter extraído imagens de câmeras de vigilância da cidade de Paris que mostravam Benalla. Dois deles são suspeitos de ter copiado as imagens e de tê-las passado depois ao acusado.

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